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Laranja não é a vilã da inflação; maracujá e melancia lideram altas em janeiro

- O ministro da Casa Civil, Rui Costa, abordou a alta dos preços de alimentos. - A laranja-baía subiu 7,01%, mas outras variedades de laranja caíram. - O governo estuda reduzir alíquotas de importação para alimentos caros. - A inflação de frutas subiu 12,09% em 2023, superando a inflação geral. - A alta de preços é atribuída ao clima e à doença greening nos pomares.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, sugeriu que os consumidores considerem substituir a laranja por outras frutas, embora a laranja não tenha sido a fruta com maior aumento de preço. De acordo com a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), a laranja-baía teve uma alta de 7,01% em relação ao mês anterior, ocupando a […]

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, sugeriu que os consumidores considerem substituir a laranja por outras frutas, embora a laranja não tenha sido a fruta com maior aumento de preço. De acordo com a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), a laranja-baía teve uma alta de 7,01% em relação ao mês anterior, ocupando a terceira posição entre as 21 frutas analisadas. Em contraste, as variedades lima e pera apresentaram quedas de 3,61% e 0,28%, respectivamente.

No ano passado, o grupo de frutas teve um aumento de 12,09%, superando a inflação geral de 4,83%. A laranja-lima, por exemplo, registrou um aumento de 91,03% em 2024, enquanto a laranja-pera subiu 48,32% e a baía 13,2%. Os maiores aumentos de preços em janeiro foram observados no maracujá (18,94%) e na melancia (10,51%), enquanto o limão teve a maior queda, com 26,03%.

Rui Costa mencionou que a alta dos preços das laranjas é influenciada por fatores como o clima e a doença do greening, que afeta a produção. Ele indicou que o governo está considerando reduzir as alíquotas de importação para alimentos que estão mais caros no Brasil do que no exterior. Durante uma coletiva, o ministro afirmou que, se os preços internacionais forem semelhantes aos do Brasil, os consumidores podem precisar optar por frutas mais baratas.

A declaração de Rui Costa ocorre em um contexto em que o governo busca medidas para conter a inflação de alimentos, uma prioridade para a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula já havia solicitado que os ministros apresentassem rapidamente um plano para enfrentar a alta dos preços dos alimentos, que tem impactado sua popularidade.

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