O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 3,1% em 2024, seguindo um aumento de 2,9% em 2023, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 12. Este resultado marca a quarta expansão anual consecutiva, um feito inédito desde o início da série histórica […]
O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 3,1% em 2024, seguindo um aumento de 2,9% em 2023, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 12. Este resultado marca a quarta expansão anual consecutiva, um feito inédito desde o início da série histórica em 2012. Apesar do crescimento, o mês de dezembro registrou uma queda de 0,5%, e o IBGE revisou a queda de novembro de 0,9% para 1,4%, resultando em uma perda acumulada de 1,9% nos últimos dois meses do ano.
A alta de 3,1% em 2024 ficou abaixo da mediana das estimativas de 14 consultorias, que previam um crescimento de 3,2%. O desempenho do setor, que representa quase 70% do PIB, ainda se mostra robusto, com um aumento de 2,4% em relação a dezembro de 2023. O setor permanece 15,6% acima do nível pré-pandemia, embora a receita nominal tenha caído 0,8% entre novembro e dezembro. No acumulado do ano, a receita nominal cresceu 7,5%.
No quarto trimestre de 2024, o volume de serviços subiu 0,8% em relação ao terceiro trimestre, apesar das quedas em novembro e dezembro. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos serviços de informação e comunicação e serviços profissionais, ambos com alta de 6,2%. Em contraste, o setor de transportes teve um desempenho negativo, com uma queda de 0,7%, refletindo a diminuição na receita do transporte rodoviário de cargas devido à menor safra de 2024.
Os dados indicam que, apesar das quedas recentes, o setor de serviços teve um desempenho positivo ao longo do ano, com um crescimento acumulado de 27,4% desde 2021. O gerente da PMS, Rodrigo Lobo, destacou que o crescimento contínuo do setor é um sinal de recuperação econômica, embora a expectativa para 2025 seja de desaceleração, com inflação elevada e taxas de juros em patamares altos.
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