As principais empresas petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos e da Áustria firmaram um acordo para criar um gigante do setor químico avaliado em mais de US$ 60 bilhões. A fusão entre a Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) e a OMV envolverá a união das unidades Borealis e Borouge, encerrando quase dois anos de negociações. […]
As principais empresas petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos e da Áustria firmaram um acordo para criar um gigante do setor químico avaliado em mais de US$ 60 bilhões. A fusão entre a Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) e a OMV envolverá a união das unidades Borealis e Borouge, encerrando quase dois anos de negociações. O acordo, um dos maiores do setor nos últimos anos, também inclui a aquisição conjunta da Nova Chemicals pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, por US$ 13,4 bilhões, incluindo dívidas.
O CEO da Adnoc, Sultan Al Jaber, destacou que a nova empresa buscará atender à crescente demanda global por produtos químicos, mesmo diante dos desafios impostos pela mudança climática. A fusão foi bem recebida pela OeBAG, agência de patrimônio estatal da Áustria, que considera a transação um movimento estratégico para posicionar o país como uma potência global em poliolefinas. O CEO da OMV, Alfred Stern, afirmou que a fusão permitirá acesso a matérias-primas mais baratas e mercados em crescimento, além de reduzir a pegada de emissões da empresa.
A nova entidade, chamada Borouge Group International, será detida em partes iguais pela Adnoc e pela OMV, com cada uma possuindo 47% das ações. O free float pode aumentar para 6% com um aumento de capital de US$ 4 bilhões para financiar a compra da Nova Chemicals. Após a conclusão do negócio, a Adnoc transferirá sua participação para sua nova unidade de investimento internacional, a XRG, e a empresa resultante será listada em Abu Dhabi, com sede na Áustria.
A OMV também anunciou uma injeção de capital de 1,6 bilhão de euros (aproximadamente US$ 1,7 bilhão) no novo empreendimento, que se compromete a pagar 90% dos lucros aos investidores. Stern espera que pelo menos US$ 1 bilhão por ano seja destinado aos investidores da OMV, um aspecto importante para o novo governo austríaco, que busca novas fontes de receita para seu déficit orçamentário. A fusão representa uma significativa oportunidade de crescimento orgânico para ambas as empresas.
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