A instabilidade no mercado de trabalho em Portugal afeta especialmente as mulheres imigrantes de fora da União Europeia, com as brasileiras representando a maior parte desse grupo. De acordo com dados da Pordata, que coincidem com o Dia da Mulher, 43,5% das imigrantes possuem contratos de trabalho temporário, colocando Portugal em quarto lugar entre 18 […]
A instabilidade no mercado de trabalho em Portugal afeta especialmente as mulheres imigrantes de fora da União Europeia, com as brasileiras representando a maior parte desse grupo. De acordo com dados da Pordata, que coincidem com o Dia da Mulher, 43,5% das imigrantes possuem contratos de trabalho temporário, colocando Portugal em quarto lugar entre 18 países da União Europeia nesse aspecto. Para os homens imigrantes, a taxa de contratos temporários é de 40,5%, elevando o país para a terceira posição no ranking.
Entre as mulheres portuguesas, a situação é menos grave, com 17,7% tendo contratos temporários. No entanto, essa porcentagem aumenta entre as mulheres mais jovens, de 25 a 34 anos, onde 28% possuem esse tipo de contrato, ou seja, quase uma em cada três. Esses dados refletem uma preocupação crescente com a instabilidade no emprego entre as mulheres, especialmente as imigrantes.
O último relatório da Agência de Imigração (AIMA) aponta que existem cerca de 490 mil mulheres imigrantes em Portugal, sendo 187 mil brasileiras, número que supera o de brasileiros, que é de 181 mil. É importante notar que esses dados são de 2023 e podem estar desatualizados, considerando que a estimativa total de brasileiros residentes no país é de aproximadamente 600 mil.
Essas estatísticas revelam um panorama desafiador para as mulheres imigrantes em Portugal, destacando a necessidade de políticas que promovam a estabilidade no emprego e a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.
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