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Adyen retém R$ 17 milhões da Hurb para ressarcir clientes prejudicados por cancelamentos

Adyen retém R$ 17 milhões da Hurb para ressarcir clientes, enquanto executivos da agência tentam mobilizar consumidores contra a decisão.

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A Adyen, uma empresa que faz pagamentos, está segurando quase R$ 17 milhões da Hurb, uma agência de viagens online, para devolver dinheiro a clientes que não conseguiram viajar. Esse dinheiro está sendo usado para resolver mais de mil processos judiciais e outras quinhentas ações que ainda precisam de pagamento. A Adyen está fazendo isso para se proteger de problemas financeiros, já que a Hurb não entregou os serviços prometidos.

Essa situação deixou os executivos da Hurb, especialmente o CEO João Ricardo Mendes, muito insatisfeitos. Ele pediu que os clientes que foram prejudicados enviassem e-mails em massa para a Adyen, dizendo que o bloqueio do dinheiro estava atrapalhando as viagens. As ordens para segurar o dinheiro vieram depois que foi descoberto que as contas da Hurb estavam vazias. Embora a Adyen tenha tentado contestar essas ordens, os tribunais decidiram que o bloqueio deveria continuar. A Adyen também informou que, quando o dinheiro retido acabar, não será mais responsável por pagamentos contestados.

A Hurb, que vendia pacotes de viagens com preços baixos e datas flexíveis, enfrentou uma crise em 2023 ao cancelar ou adiar pacotes que já tinham sido comprados. O jeito como a empresa estava funcionando, vendendo antes de garantir a entrega, não estava dando certo e levou a Hurb a uma situação difícil.

A Adyen, empresa global de pagamentos, reteve quase R$ 17 milhões da Hurb, agência de viagens on-line, para ressarcir clientes que não conseguiram viajar. Os recursos estão sendo utilizados para atender a mais de mil processos judiciais e quinhentas ações que aguardam pagamento. A retenção ocorre em conformidade com a regulamentação do setor e visa cobrir riscos financeiros relacionados à não entrega de serviços pela Hurb.

A situação gerou descontentamento entre os executivos da Hurb, especialmente o cofundador e CEO, João Ricardo Mendes. Ele mobilizou clientes lesados para pressionar a Adyen, incentivando o envio de e-mails em massa aos diretores da empresa de pagamentos, alegando que o bloqueio prejudica as viagens dos consumidores. Mendes afirmou que a Adyen bloqueou quase R$ 17 milhões da Hurb.

As ordens de bloqueio foram determinadas após a constatação de que as contas bancárias da Hurb estavam esvaziadas. Embora a Adyen tenha contestado as decisões judiciais, alegando não ter controle sobre a qualidade dos serviços prestados, os tribunais mantiveram as ordens de bloqueio. A Adyen informou que, uma vez esgotados os fundos retidos, a obrigação de arcar com pagamentos contestados cessa, conforme as diretrizes do Banco Central.

A Hurb, que comercializava pacotes de viagens promocionais com datas flexíveis, enfrentou uma crise em 2023 ao cancelar ou adiar indefinidamente pacotes já adquiridos pelos consumidores. O modelo de negócios, que previa a venda de produtos antes da garantia de entrega, revelou-se insustentável, levando a empresa a uma situação crítica.

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