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Empresas devem adotar práticas sustentáveis para reduzir emissões de gases de efeito estufa

Setor empresarial avança em sustentabilidade, com aumento de 68% em compromissos e inovações para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

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O setor empresarial é responsável por cerca de 70% das emissões de gases que causam o aquecimento global. Especialistas afirmam que, sem mudanças nas práticas das empresas, será impossível manter o aumento da temperatura abaixo de 1,5°C, como pede o Acordo de Paris. O Relatório Ambição 2030 mostra que 68% mais organizações estão se comprometendo com ações sustentáveis. Um estudo da Accenture revela que a porcentagem de empresas com metas de emissões líquidas zero subiu de 34% em 2022 para 37% em 2024.

A Accenture também destaca que indústrias têm mais controle sobre suas emissões do que empresas de serviços. Usar tecnologias como inteligência artificial pode ajudar a reduzir as emissões. A Vale planeja investir entre 4 e 6 bilhões de dólares até 2030 para diminuir suas emissões em 33%. A empresa está desenvolvendo um novo produto que pode reduzir as emissões em até 10%. A Acciona, por sua vez, está testando um combustível renovável que pode diminuir suas emissões em até 90% e já investe em créditos de carbono para compensar suas emissões.

O setor empresarial é responsável por aproximadamente 70% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), o que torna essencial a adoção de práticas sustentáveis. Mônica Gregori, diretora de impacto e COO do Pacto Global da ONU-Rede Brasil, destaca que sem mudanças nas práticas corporativas, será inviável limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme estipulado pelo Acordo de Paris. Ela sugere que as empresas adotem energias renováveis e se envolvam em iniciativas de preservação ambiental.

O Relatório Ambição 2030, divulgado pelo Pacto Global, revela um crescimento de 68% no número de organizações comprometidas com ações sustentáveis. Rodolfo Eschenbach, presidente da Accenture no Brasil, observa que a descarbonização é um movimento essencial, embora a transição energética global enfrente desafios econômicos. Um levantamento da Accenture mostra que a proporção de empresas com metas de emissões líquidas zero aumentou de 34% em 2022 para 37% em 2024.

Eschenbach também ressalta que a natureza das operações impacta a capacidade de reduzir emissões. Empresas de serviços enfrentam desafios maiores, enquanto indústrias têm mais controle sobre suas cadeias produtivas. A adoção de tecnologias, como inteligência artificial, pode otimizar processos e contribuir para a redução de emissões. Maurício Colombari, da PwC Brasil, enfatiza a importância de envolver fornecedores sustentáveis e apoiar pequenas e médias empresas na implementação de estratégias de descarbonização.

A Vale, por exemplo, planeja investir entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões até 2030 para reduzir suas emissões em 33%. Rodrigo Lauria, diretor de mudanças climáticas da Vale, destaca inovações como o briquete de minério de ferro, que pode diminuir as emissões em até 10%. A Acciona, por sua vez, anunciou testes com combustível renovável que podem reduzir as emissões de sua frota em até 90%. Desde 2016, a empresa investe em créditos de carbono para compensar suas emissões e financiar projetos de descarbonização.

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