O complexo portuário de Chancay, inaugurado em novembro de 2024 no Peru, foi criado para facilitar o comércio entre o Brasil e a Ásia, prometendo reduzir o tempo de transporte marítimo em até dez dias. No entanto, enfrenta problemas como altos custos de frete e falta de infraestrutura, o que dificulta a movimentação de mercadorias brasileiras. Apesar do investimento de 3,5 bilhões de dólares da Cosco Shipping, a movimentação de soja e outros produtos é baixa, e especialistas apontam a necessidade de uma ferrovia para melhorar o acesso ao porto. Para tentar resolver esses problemas, o governo brasileiro lançou em 2023 o programa Rotas de Integração Sul-Americana, com um investimento de 10 bilhões de dólares, que visa melhorar a logística na região Norte do Brasil. Contudo, especialistas acreditam que as iniciativas não são suficientes para atender às necessidades da Zona Franca de Manaus, e destacam que os altos custos de frete continuam a ser um grande obstáculo.
O complexo portuário de Chancay, inaugurado em novembro de 2024 pelo líder chinês Xi Jinping, foi projetado para facilitar o comércio entre o Brasil e a Ásia. Localizado a 60 quilômetros de Lima, no Peru, o porto prometia reduzir o tempo de transporte marítimo em até dez dias em comparação com os portos brasileiros. Contudo, desafios como altos fretes e infraestrutura inadequada têm limitado sua eficácia.
Apesar do investimento de US$ 3,5 bilhões da estatal chinesa Cosco Shipping, a movimentação de mercadorias brasileiras permanece baixa. O presidente da Aprosoja-MT, Luiz Pedro Bier, destaca que não há movimentação de soja pelos portos do Chile e do Peru, citando a necessidade de uma ferrovia até Chancay. Ele também menciona o gargalo aduaneiro como um obstáculo significativo.
Para enfrentar esses problemas, o governo brasileiro lançou, em 2023, o programa Rotas de Integração Sul-Americana, com um investimento previsto de US$ 10 bilhões. O programa visa estabelecer cinco rotas prioritárias, incluindo a Rota Amazônica e a Rota Quadrante Rondon, que buscam melhorar a logística na região Norte do Brasil. O secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento, João Villaverde, afirma que o objetivo é potencializar a Zona Franca de Manaus.
Entretanto, especialistas como Augusto Cesar Barreto Rocha, do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), consideram que as iniciativas são insuficientes. Rocha aponta que a dragagem do rio Solimões, embora necessária, não resolve os problemas de transbordo e segurança das cargas. Olivier Girard, CEO da consultoria Macroinfra, ressalta que os altos custos de frete inviabilizam soluções modais para o acesso ao Pacífico.
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