O setor de insumos agrícolas está passando por uma competição intensa, segundo André Savino, presidente da Syngenta Brasil. Ele destacou que os defensivos agrícolas genéricos já ocupam 49% do mercado, que movimenta US$ 15,4 bilhões por ano, com forte concorrência vinda da China. Savino alertou que, nos próximos três anos, a indústria enfrentará uma hipercompetição que pode afetar a rentabilidade das empresas. Para lidar com isso, a Syngenta está diversificando seus produtos, aumentando suas linhas de 97 em 2020 para 164 em 2024, com a meta de chegar a 200 até 2030. Apesar de uma queda de 13% nas vendas do setor agrícola em relação ao ano anterior, ele se mantém otimista sobre a sustentabilidade financeira da empresa. Savino também comentou sobre o cenário de crédito agrícola, que ainda é difícil devido aos juros altos, e enfatizou que a produtividade é essencial para a saúde financeira dos produtores. A Syngenta está investindo em ferramentas financeiras e ampliando o uso do barter, que já representa entre 20% e 30% das transações no Brasil.
O setor de insumos agrícolas enfrenta um cenário de intensa competição, conforme destacou o presidente da Syngenta Brasil, André Savino, durante um evento em São Paulo. Ele apontou que defensivos agrícolas genéricos já representam 49% do mercado, que movimenta anualmente US$ 15,4 bilhões. A concorrência é especialmente acentuada com a presença de produtos da China.
Savino alertou que, nos próximos três anos, a indústria enfrentará uma hipercompetição que afetará a rentabilidade das empresas. Ele mencionou que o excesso de capacidade na China, aliado a mudanças no mercado devido a guerras comerciais, direcionará novos produtos e players para o Brasil. As empresas que se destacarem serão aquelas que maximizarem seus diferenciais estratégicos.
A Syngenta aposta na diversificação de produtos como estratégia para enfrentar os desafios. A empresa aumentou suas linhas de produtos de 97 em 2020 para 164 em 2024, com a meta de chegar a 200 até 2030, priorizando soluções biológicas e de nova geração. Apesar de um recuo de 13% nas vendas do segmento agrícola em relação a 2023, Savino mantém uma visão otimista sobre a sustentabilidade financeira.
Em relação ao crédito agrícola, Savino observou que o cenário atual é de “ressaca dos anos anteriores”, com juros elevados que comprometem a rentabilidade dos produtores. Ele enfatizou que a produtividade é a chave para a sustentabilidade financeira dos agricultores. A Syngenta também tem investido em ferramentas financeiras e ampliado o uso do barter, que já representa entre 20% e 30% das transações no Brasil.
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