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Ouro se torna principal fonte de renda em meio à guerra civil em Sudão

A guerra civil no Sudão impulsiona a produção de ouro, com contrabando para os Emirados Árabes Unidos financiando ambos os lados do conflito.

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O Sudão está passando por uma grave crise econômica devido à guerra civil entre o exército e as Forças de Apoio Rápido. Apesar disso, a produção de ouro aumentou, com a companhia estatal reportando 64 toneladas em 2024, um salto em relação às 23 toneladas do ano anterior. A guerra, que começou em 2023, destruiu a indústria do país, especialmente em Jartum, e causou uma queda de mais de 18% na economia em 2024. O comércio de ouro se tornou uma fonte importante de financiamento para ambos os lados do conflito. As Forças de Apoio Rápido, lideradas pela família Dagalo, controlam áreas ricas em ouro e usam várias empresas para financiar suas atividades. Um relatório da ONU de 2024 mostrou que essas forças têm cinquenta empresas operando na mineração, incluindo a Al Junaid, que já foi sancionada pelos EUA e pela União Europeia. A maior parte do ouro extraído é contrabandeada para os Emirados Árabes Unidos, onde mais de 80% do ouro africano artesanal é enviado. A família Dagalo tem conexões com a Casa Real de Abu Dabi, e o exército sudanês também se beneficia do comércio de ouro, que gerou mais de 1,5 bilhão de dólares em 2024. Embora 98% do ouro exportado oficialmente vá para os Emirados, muito da produção não é declarada. Apesar da colaboração econômica, a liderança militar do Sudão criticou os Emirados por apoiar as Forças de Apoio Rápido e até apresentou uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça da ONU, acusando Abu Dabi de envolvimento em genocídio em Darfur. As tensões entre as partes continuam a aumentar, enquanto o comércio de ouro se torna essencial para a economia de ambos os lados.

Sudão enfrenta uma grave crise econômica devido à guerra civil entre o exército regular e as Forças de Apoio Rápido. A produção de ouro, no entanto, teve um aumento significativo, com a companhia estatal reportando 64 toneladas em 2024, superando as 23 toneladas do ano anterior.

A guerra civil, que começou em 2023, devastou a base industrial do país, especialmente em Jartum, e resultou em uma contração econômica de mais de 18% em 2024. Apesar da crise, o comércio de ouro se tornou uma fonte crucial de financiamento para ambos os lados do conflito. A produção de ouro nas áreas controladas pelo exército reflete o interesse das autoridades em explorar esse recurso.

As Forças de Apoio Rápido, lideradas pela família Dagalo, controlam regiões ricas em ouro e utilizam uma rede de empresas para financiar suas operações. Um relatório da ONU de 2024 revelou que essas forças se beneficiam de cinquenta empresas ativas em setores como a mineração. A empresa Al Junaid, vinculada aos Dagalo, é uma das mais destacadas e já foi sancionada pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Comércio de Ouro e Contrabando

A maior parte do ouro extraído no Sudão é contrabandeada para os Emirados Árabes Unidos, onde chega mais de oitenta por cento do ouro africano extraído de forma artesanal. A família Dagalo mantém laços estreitos com a Casa Real de Abu Dabi, e o ouro sudanês é frequentemente transportado por rotas de contrabando que passam por países como Chad e República Centro-Africana.

O exército sudanês também se beneficia do comércio de ouro, com a produção contribuindo com mais de 1,5 bilhão de dólares em 2024, representando metade das exportações oficiais do território sob seu controle. O Banco Central de Sudão indica que noventa e oito por cento do ouro exportado oficialmente vai para os Emirados Árabes Unidos, embora grande parte da produção permaneça não declarada.

Críticas e Conflitos

Apesar da colaboração econômica, a liderança militar sudanesa criticou abertamente os Emirados Árabes Unidos por seu apoio às Forças de Apoio Rápido. Em março, o governo sudanês até apresentou uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça da ONU, acusando Abu Dabi de cumplicidade em genocídio em Darfur. As tensões entre as partes continuam a crescer, enquanto o comércio de ouro se torna cada vez mais vital para a sobrevivência econômica de ambos os lados do conflito.

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