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JPMorgan aponta queda da curva de juros futuros no Brasil e destaca mercado emergente

Curva de juros futuros no Brasil cai, impulsionada por fatores globais. JPMorgan prevê Selic em um dígito até 2026, reacendendo interesse em ações.

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A curva de juros futuros no Brasil caiu recentemente, e isso não é apenas um fenômeno local. O JPMorgan destacou que essa queda também ocorreu em outros mercados emergentes, exceto na China. A valorização de ações que dependem do crédito, como as do setor de educação e consumo, está sendo impulsionada por um ambiente internacional mais favorável. O banco observou que a curva de juros brasileira ainda projeta taxas mais altas do que o necessário, com o mercado prevendo que a Selic chegue a 14,25% até março de 2026. No entanto, o JPMorgan acredita que essa expectativa é excessiva. O Ibovespa, que atingiu 135 mil pontos, pode continuar subindo se o Banco Central encerrar o ciclo de aumento de juros e começar a reduzir as taxas ainda este ano. A possibilidade de a Selic voltar a um dígito em 2026 está atraindo investidores para ativos que se beneficiam de juros baixos. Algumas ações que se destacaram recentemente incluem Localiza, Azzas, Yduqs, Cogna e Rumo. O comportamento do Ibovespa durante o aumento de juros é considerado atípico, e se o índice continuar a subir, será a primeira vez desde 2004 que isso acontece. Historicamente, o mercado demora a reagir a mudanças nas taxas de juros, e os primeiros cortes podem ocorrer entre novembro e dezembro.

A queda recente da curva de juros futuros no Brasil reflete um movimento global e não se limita a fatores internos, segundo análise do JPMorgan. O banco destaca que, apesar das expectativas locais, a redução das taxas foi observada em diversos mercados emergentes, exceto na China.

A valorização de ações sensíveis ao crédito, como as do setor de educação e consumo, foi impulsionada por um ambiente internacional favorável, com a desvalorização do dólar e avanços nas negociações comerciais. O JPMorgan projeta que a Selic (taxa básica de juros) pode retornar a um dígito até 2026, reacendendo o interesse por ativos que dependem de juros baixos.

Os analistas do banco afirmam que a curva de juros brasileira ainda indica taxas superiores às suas próprias estimativas. O mercado prevê que a Selic chegue a 14,25% até março de 2026, um patamar considerado elevado em relação aos fundamentos atuais. O desempenho do Ibovespa, que atingiu 135 mil pontos, também surpreendeu, e há espaço para crescimento das ações ligadas à economia doméstica, especialmente se o Banco Central encerrar o ciclo de alta de juros na próxima reunião.

Expectativas de Mercado

O JPMorgan observa que, historicamente, o mercado leva tempo para reagir a mudanças nas taxas de juros. Desde 2003, o intervalo médio entre o fim de uma alta de juros e o início de cortes é de quase sete meses. Considerando o período pós-crise de 2008, esse prazo aumenta para 7,5 meses. Se esse padrão se repetir, os primeiros cortes podem ocorrer entre novembro e dezembro.

Os analistas também notam que o comportamento do Ibovespa durante o atual ciclo de alta de juros é atípico. Se o índice continuar a subir até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), será a primeira vez desde 2004 que isso acontece. O levantamento do JPMorgan sugere cautela, já que o desempenho do mercado de ações tende a ser negativo nos primeiros trinta dias após um aumento de juros.

Entre as ações que se destacaram recentemente estão Localiza (RENT3), Azzas 2154 (AZZA3), Yduqs (YDUQ3), Cogna (COGN3) e Rumo (RAIL3). No acumulado do ano, empresas como Cyrela (CYRE3) e Magazine Luiza (MGLU3) também apresentaram bons resultados. O cenário atual, que chegou a precificar juros a 17% ao ano no final do ano passado, mostra uma mudança significativa nas expectativas do mercado.

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