A Airbus anunciou que não vai cobrir as tarifas sobre suas aeronaves vendidas para companhias aéreas dos Estados Unidos, o que gerou descontentamento entre os clientes que não querem pagar esses custos adicionais. O CEO da empresa, Guillaume Faury, explicou que a Airbus é responsável por taxas sobre os suprimentos que importa para sua fábrica em Mobile, Alabama, mas que as tarifas aplicadas ao exportar da Europa para os EUA são de responsabilidade dos clientes. Ele também mencionou que a empresa está tentando encontrar maneiras de lidar com as sobretaxas e que as entregas de aeronaves podem ser atrasadas devido a problemas na cadeia de suprimentos, que ainda não se recuperou totalmente da pandemia. Apesar disso, a Airbus espera entregar cerca de 820 aeronaves comerciais este ano, embora essa meta não leve em conta os impactos das tarifas. Companhias aéreas como Delta e American Airlines já manifestaram que não estão dispostas a arcar com esses custos extras. A Airbus está buscando alternativas de exportação para outros mercados e tentando negociar com clientes para contornar a situação.
A Airbus anunciou que não cobrirá os custos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre suas aeronaves. O CEO da empresa, Guillaume Faury, destacou que essa decisão pode gerar tensões com as companhias aéreas americanas, que não desejam arcar com as sobretaxas. As tarifas, resultantes de uma disputa comercial, afetam diretamente as vendas da fabricante europeia.
Faury explicou que a Airbus é responsável por taxas adicionais sobre os suprimentos importados para sua fábrica em Mobile, Alabama. No entanto, ao exportar da Europa para os Estados Unidos, as tarifas são consideradas uma importação para os clientes. Ele afirmou que as companhias aéreas, como Delta e American Airlines, estão relutantes em aceitar esses custos extras.
Desafios na Cadeia de Suprimentos
A Airbus enfrenta incertezas na cadeia de suprimentos, que ainda não se recuperou totalmente da pandemia de covid-19. Faury mencionou que as entregas de aeronaves podem ser atrasadas devido a esses desafios. A empresa mantém a meta de entregar cerca de oitocentas e vinte aeronaves comerciais em 2025, mas isso depende da ausência de interrupções no comércio global.
A fabricante também está buscando alternativas de exportação para minimizar o impacto das tarifas. Faury comentou que a empresa está encontrando acordos com clientes e parceiros para lidar com a situação. A Delta, por exemplo, está utilizando uma rota alternativa para receber um novo Airbus A350-900, desviando pela Ásia.
Impacto Financeiro
No primeiro trimestre de 2025, a Airbus registrou um EBITDA de 624 milhões de euros e uma receita de 13,54 bilhões de euros. O lucro líquido foi de 793 milhões de euros, superando as expectativas do mercado. A Rolls-Royce, fornecedora de motores, também enfrenta dificuldades, especialmente na entrega de motores para aeronaves de fuselagem estreita.
Faury alertou que as tarifas não são benéficas para o setor europeu nem para o americano, defendendo o retorno ao status de isenção de impostos. A situação atual reflete um setor de aviação em adaptação a novas realidades comerciais e desafios logísticos.
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