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Streaming no Brasil deve crescer 9,5% ao ano, mas publicidade enfrenta desafios

Mercado de streaming no Brasil deve crescer para US$ 5,5 bilhões até 2028, mas receita publicitária será apenas 6,5% do total.

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O mercado de streaming no Brasil deve crescer mais rápido do que a média global nos próximos anos, segundo a PwC. A previsão é que o setor alcance US$ 5,5 bilhões até 2028, com um aumento no número de assinaturas de 60,2 milhões para 85,4 milhões. Isso representa um crescimento anual de 9,5%, enquanto a média mundial é de 5%. Apesar do crescimento, a receita com publicidade no Brasil deve ser baixa, representando apenas 6,5% do total, em comparação com 27,7% no resto do mundo. O relatório destaca que as plataformas estão buscando novas formas de ganhar dinheiro além das assinaturas, como pacotes com anúncios. No Brasil, o Globoplay é um forte concorrente local, e a publicidade em TV conectada deve dobrar até 2028, alcançando US$ 1,1 bilhão.

O mercado de streaming no Brasil deve crescer significativamente nos próximos anos, segundo a PwC. A consultoria projeta que o setor alcance US$ 5,5 bilhões (R$ 31,2 bilhões) até 2028, com um aumento no número de assinaturas de 60,2 milhões para 85,4 milhões. O crescimento médio anual será de 9,5%, superando a média global de 5%.

A pesquisa da PwC destaca que o Globoplay se destaca como um forte concorrente local, competindo com plataformas internacionais como Netflix e Amazon Prime. O relatório também aponta que a receita publicitária no Brasil deve representar apenas 6,5% do total, em contraste com 27,7% no cenário global. Isso reflete a resistência dos consumidores brasileiros ao modelo de anúncios, que começou a ser introduzido em 2022.

Desafios e Oportunidades

O relatório sugere que as plataformas estão buscando novas formas de monetização além das assinaturas. A introdução de pacotes com anúncios, que oferecem assinaturas mais baratas em troca de publicidade, é uma tendência crescente. A PwC observa que, globalmente, a receita de publicidade em streaming deve aumentar de US$ 29,7 bilhões para US$ 57,3 bilhões até 2028.

Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil, afirma que a aceitação do modelo híbrido é limitada no Brasil, pois os assinantes esperam acesso a conteúdo sem interrupções. Além disso, a publicidade em TV conectada (CTV) deve dobrar no Brasil, alcançando US$ 1,1 bilhão até 2028. Esse formato permite anúncios mais segmentados durante a programação de vídeo sob demanda.

Tendências no Setor

A PwC também menciona a tendência de pacotes combinados, semelhante aos modelos de TV a cabo. Nos Estados Unidos, parcerias entre plataformas como Disney+ e Hulu têm sido bem-sucedidas. No Brasil, o Globoplay se destaca por sua ampla base de clientes e conteúdo nacional. A consultoria ainda cita a iniciativa do Mercado Livre com o Mercado Play, que integra serviços de streaming.

O cenário do streaming no Brasil é promissor, mas enfrenta desafios na adaptação ao modelo de publicidade. As plataformas precisam encontrar um equilíbrio entre a oferta de conteúdo de qualidade e a monetização eficaz para garantir seu crescimento sustentável.

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