A BrasilAgro decidiu mudar sua forma de vender soja e não vai vender tudo no primeiro semestre, como fazia antes. A empresa estocou cerca de R$ 150 milhões em soja para vender no segundo semestre, acreditando que a demanda da China vai aumentar e que os preços da soja brasileira vão subir. O CEO, André Guillaumon, comentou que a nova gestão nos EUA pode ajudar a melhorar os preços de exportação. Ele observou que os prêmios de exportação passaram por mudanças, inicialmente negativos, mas que podem se recuperar. Guillaumon destacou a importância de uma boa relação diplomática para o Brasil, que pode se beneficiar da situação entre EUA e China. Ele também mencionou que a China já está comprando mais soja do Brasil do que o normal. A expectativa é que, se o Brasil mantiver uma postura equilibrada, pode continuar a se beneficiar dessa disputa.
A BrasilAgro (AGRO3) mudou sua estratégia comercial e decidiu não vender toda a soja no primeiro semestre de 2025. A empresa estocou cerca de R$ 150 milhões em soja para negociar no segundo semestre, em resposta à guerra comercial entre Estados Unidos e China. O CEO, André Guillaumon, acredita que a demanda chinesa aumentará, resultando em prêmios mais altos para a soja brasileira.
Guillaumon destacou que a mudança de estratégia visa aproveitar a expectativa de recuperação dos prêmios de exportação. Ele mencionou que, no início do ano, os contratos de soja apresentavam prêmios negativos, mas a situação se inverteu com o atraso na colheita. A expectativa é que, com a oferta se ajustando, os prêmios voltem a subir.
O executivo ressaltou a importância de uma postura diplomática do Brasil. Segundo ele, o país pode se beneficiar da atual disputa tarifária, especialmente com a China, que é o maior comprador global de commodities agrícolas. Guillaumon comparou a situação a um jogo de truco, onde “o cliente é quem tem o zap”, referindo-se à China.
Além disso, a China já tem realizado compras atípicas de soja brasileira, adquirindo cerca de 2 milhões de toneladas em abril, o que representa quase um terço do volume médio processado mensalmente. O CEO acredita que, se a diplomacia brasileira for mantida, o país continuará a se beneficiar dessa dinâmica comercial.
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