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Renda da população mais pobre cresce e desigualdade atinge menor nível desde 2012

Renda da metade mais pobre cresce 10,7% em 2024, enquanto pobreza extrema atinge menor nível desde 2012, revela IBGE.

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Em 2024, a renda real do trabalho da metade mais pobre do Brasil aumentou 10,7%, e a pobreza extrema caiu para 6,8%, o menor nível desde 2012. Isso aconteceu devido a um mercado de trabalho forte e a programas sociais, como o Bolsa Família. Apesar dos dados positivos, 69% das pessoas acreditam que a qualidade de vida de suas famílias não melhorou. O rendimento médio por pessoa subiu 4,7%, alcançando R$ 2.020 mensais, e a desigualdade de renda também diminuiu, com o Índice de Gini caindo para 0,506. Em dois anos, 6 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza. O Bolsa Família teve um papel importante, especialmente com a Regra de Proteção, que permite que beneficiários continuem no programa mesmo com aumento de renda. A alta na renda do trabalho foi impulsionada pela criação de empregos e pelo aumento do salário mínimo, que beneficiou principalmente os trabalhadores com salários mais baixos.

Em 2024, a renda real do trabalho da metade mais pobre do Brasil aumentou 10,7%, enquanto a pobreza extrema caiu para 6,8% da população, o menor nível desde 2012. Esses avanços foram impulsionados por um mercado de trabalho aquecido e políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o rendimento médio por pessoa cresceu 4,7% em relação a 2023, alcançando R$ 2.020,00 mensais. No grupo dos 5% mais pobres, a renda saltou 17,6%, beneficiando cerca de 10,8 milhões de pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que seis milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza nos últimos dois anos.

A desigualdade de renda também apresentou queda significativa, com o Índice de Gini passando de 0,518 em 2023 para 0,506 em 2024. Essa redução foi atribuída ao aumento do rendimento médio, especialmente entre os mais pobres. O coordenador do FGV Social, Marcelo Neri, destacou a importância da interação entre o mercado de trabalho e os programas sociais.

A Regra de Proteção, implementada em 2023, permitiu que beneficiários do Bolsa Família mantivessem o auxílio mesmo com aumento de renda até certo limite. Essa medida incentivou a busca por empregos, com 75% das novas vagas formais ocupadas por trabalhadores do programa.

A valorização do salário mínimo também teve um papel crucial na melhoria da renda do trabalho. Especialistas divergem sobre o impacto direto dessa política, mas muitos concordam que ela beneficiou os trabalhadores com vínculos diretos ao piso salarial. O economista Bruno Imaizumi classificou como “enorme” o efeito dos aumentos do salário mínimo na redução da desigualdade.

A situação de Lúcia Medeiros, mãe solo de três filhos, ilustra essa realidade. Após perder o emprego em março de 2024, ela conseguiu se manter com o Bolsa Família e, em janeiro de 2025, conseguiu um novo trabalho. “O Bolsa Família me ajudou a sair do sufoco quando eu estava desempregada”, afirmou.

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