Em 2024, mais de 2 mil empresas no Brasil pediram recuperação judicial, um aumento de 60% em relação ao ano anterior. Apesar de a lei já existir, muitas empresas enfrentam dificuldades financeiras e recorrem ao judiciário para tentar resolver suas dívidas. Para conseguir a recuperação, as empresas precisam apresentar provas da crise, documentos contábeis e um plano que deve ser aprovado pelos credores. No entanto, esse pedido pode prejudicar a reputação da empresa, dificultando a obtenção de crédito e a confiança de investidores. As práticas ESG, que envolvem questões ambientais, sociais e de governança, estão se tornando importantes para ajudar as empresas a se recuperarem. A boa governança pode aumentar a transparência e reduzir fraudes, enquanto práticas sociais protegem os direitos dos trabalhadores e melhoram as relações com clientes e fornecedores. A sustentabilidade também ajuda a reduzir custos e melhora a imagem da empresa. Exemplos como a Oi mostram que a adoção dessas práticas pode facilitar a recuperação e a atração de investimentos.
A Lei de Recuperação Judicial e Falência, embora já existente, tem visto um aumento significativo no número de empresas brasileiras que buscam esse recurso. Em 2024, mais de 2 mil empresas solicitaram recuperação judicial, um crescimento de 60% em relação a 2023. Esse aumento reflete a crise financeira que afeta diversos setores.
O Serasa Experian destaca que, apesar do aumento nos pedidos, a aprovação da recuperação judicial não é garantida. As empresas devem comprovar a causa da crise financeira, apresentar demonstrações contábeis e obter a aprovação do plano de recuperação pelos credores. O deferimento oferece um alívio financeiro, mas pode impactar negativamente a reputação da empresa, dificultando o acesso a crédito e investimentos.
Práticas ESG em Alta
As práticas de Governança, Ambiental e Social (ESG) estão se tornando essenciais para a recuperação e manutenção da credibilidade das empresas. O pilar de Governança, por exemplo, promove a transparência nas decisões corporativas, reduzindo riscos de fraudes. Já o pilar Social foca na proteção dos direitos dos trabalhadores e na manutenção de boas relações com fornecedores e clientes.
Empresas que adotam práticas ESG podem melhorar sua imagem e atrair investidores. Um exemplo é a Oi, que, ao implementar essas práticas, conseguiu fortalecer sua governança e recebeu reconhecimento por seu comprometimento com a ética. A adesão a essas práticas pode facilitar a renegociação de dívidas e a aprovação de planos de recuperação judicial.
Casos como o da Odebrecht e das Americanas mostram que a falta de governança e transparência pode levar a crises severas. A recuperação judicial, embora uma opção, não é uma solução simples e requer um compromisso sério com a reestruturação e a transparência. As empresas que se adaptam e implementam práticas ESG têm mais chances de se reerguer e garantir sua continuidade no mercado.
Entre na conversa da comunidade