Os principais grupos de ensino superior privado no Brasil, como Cogna e Ânima, perderam R$ 5 bilhões em valor de mercado desde o governo Bolsonaro. Para mudar essa situação, eles se uniram sob a liderança de Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional. Diniz agora preside a ABMES, que representa mais de 80% das matrículas no setor. Ele afirmou que as instituições privadas devem defender seus interesses e que vão buscar regulamentações para o ensino à distância e financiamento estudantil. O setor enfrenta dificuldades financeiras, e muitos veem a regulamentação do EAD como uma solução para atrair mais alunos com mensalidades mais baixas. O governo prometeu um novo marco regulatório para esses cursos, mas ainda não apresentou as regras.
Os principais grupos de ensino superior privado no Brasil, liderados por Janguiê Diniz, uniram forças para reverter a crise do setor. Desde o governo Bolsonaro, as cinco maiores instituições na Bolsa — Cogna, Ânima, Yduqs, Cruzeiro e Ser — perderam R$ 5 bilhões em valor de mercado. A consultoria Elos Ayta aponta que Yduqs e Ser foram as mais impactadas, com perdas de R$ 2 bilhões e R$ 476 milhões, respectivamente, entre 2021 e maio de 2023.
Diniz, fundador do grupo Ser Educacional, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que representa mais de 80% das matrículas do setor. Em seu discurso de posse, afirmou: “As instituições privadas não precisam pedir licença para defender seus interesses.” Ele destacou a intenção de dialogar com o governo federal sobre a regulamentação do ensino à distância (EAD) e o financiamento estudantil.
Pressão Financeira e EAD
O setor enfrenta pressão financeira, com reclamações sobre a demora do Ministério da Educação em apresentar regras para o EAD. Este modelo de ensino é visto como uma solução para atrair alunos com mensalidades mais acessíveis. O governo federal promete há quase um ano um novo marco regulatório para esses cursos.
As universidades privadas consideram o EAD uma tábua de salvação diante da redução de matrículas e da falta de financiamento estudantil. A união dos grupos sob a liderança de Diniz visa garantir um futuro mais estável para o setor, que já enfrenta desafios significativos.
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