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Loja de produtos chineses substitui antiga agência da Caixa no Edifício Almirante Barroso

Esvaziamento financeiro transforma o Edifício Almirante Barroso em megaloja de produtos chineses, após décadas como centro cultural e banco.

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No final de 2022, uma grande loja de produtos chineses abriu no saguão do Edifício Almirante Barroso, que antes era a maior agência da Caixa Econômica Federal até 2018. A loja vende itens como armarinho, papelaria, presentes, bijuterias e brinquedos a preços acessíveis. Essa mudança reflete a diminuição de agências bancárias na região. O Almirante Barroso, um arranha-céu de 31 andares construído em 1957, também abrigou um centro cultural com teatro, cinemas e galerias de arte, que foram transferidos para outro local. A nova loja ocupa um espaço que tem colunas de estilo neo-colombiano, mas muitas delas estão escondidas por prateleiras. A localização do prédio é boa, perto de transporte público e com muitas empresas ao redor, mas alguns comerciantes acreditam que manter o espaço como banco seria mais útil para a cidade.

O Edifício Almirante Barroso, construído em 1957, foi transformado em uma megaloja de produtos chineses no final de 2022. O espaço, que antes abrigava a maior agência da Caixa Econômica Federal do Brasil até 2018, agora vende uma variedade de itens a preços populares, refletindo o esvaziamento financeiro da região.

A loja ocupa o saguão do prédio, que possui mais de 3.700 metros quadrados. O novo estabelecimento comercial oferece materiais de armarinho, papelaria, presentes, bijuterias e brinquedos. A mudança de atividade é um indicativo da perda de várias agências bancárias na área, que impactou o comércio local.

História do Edifício

O Almirante Barroso, conhecido como “Barrosão”, é um arranha-céu de 31 andares e foi projetado por Paulo Mourão, J.A. Tiedemann e Ney Gonçalves. O prédio é famoso por um mural do artista Bandeira de Mello, pintado em 1969. Grande parte do espaço é adornada por colunas de estilo neo-colombiano, embora muitas estejam ocultas por prateleiras da loja “Melhor das Lojas”, pertencente ao grupo “Casas da Mamãe”.

O comerciante Jordélio Pimentel, de 66 anos, expressou sua opinião sobre a mudança: “Esse prédio tem uma localização privilegiada, mas creio que se continuasse como banco seria mais útil”. O antigo Centro Cultural da Caixa, que oferecia teatro, cinema e galerias de arte, foi transferido para outro local na Rua das Marrecas.

Impacto Cultural

A designer Gisela Machado, de 30 anos, também lamenta a transformação do espaço. “Gostava mais quando era agência bancária e centro cultural. Servia mais à cidade”, afirmou. As atividades culturais que antes eram realizadas no Almirante Barroso foram concentradas em outros locais, como o Teatro Nelson Rodrigues, na Avenida Chile.

A nova megaloja representa uma mudança significativa na dinâmica do centro do Rio de Janeiro, que enfrenta desafios financeiros e a diminuição de serviços bancários.

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