Lucas Silva Ferreira comprou um ar-condicionado da marca chinesa Hisense por R$ 2,3 mil, enquanto um modelo similar da LG custava R$ 4,1 mil. Ele escolheu a Hisense por oferecer um bom custo-benefício e recursos tecnológicos. As marcas chinesas, como Hisense, TCL e Midea, estão ganhando espaço no Brasil, aumentando sua participação no mercado de eletrônicos e eletrodomésticos para 20%. Essa mudança é impulsionada por preços mais baixos e estratégias de marketing focadas em lojas físicas, já que muitos consumidores ainda têm desconfiança em relação a produtos chineses. As empresas estão investindo em exibições atraentes nas lojas e oferecendo melhores condições para os varejistas. A Casas Bahia, uma grande rede de varejo, viu a participação das marcas chinesas crescer de 10% para 18% desde 2020 e espera que esse número ultrapasse 20% até o final do ano.
Marcas chinesas ganham espaço no mercado brasileiro de eletrônicos
Nos últimos anos, marcas chinesas como Hisense, TCL e Midea têm ampliado sua presença no Brasil, alcançando 20% do mercado de eletrônicos e eletrodomésticos. Esse crescimento é impulsionado por preços competitivos e estratégias de marketing focadas em lojas físicas.
Lucas Silva Ferreira, morador do Rio de Janeiro, optou por um ar-condicionado da Hisense, pagando R$ 2,3 mil, enquanto modelos similares da LG custavam cerca de R$ 4,1 mil. Ferreira destacou que o modelo escolhido ofereceu boa eficiência energética e recursos tecnológicos superiores. “As marcas tradicionais eram muito mais caras”, afirmou.
O aumento da participação das marcas chinesas, que era de 16,5% em 2019, reflete uma mudança no cenário do varejo. As empresas chinesas têm diversificado suas linhas de produtos, incluindo itens como lava-louças e geladeiras. Essa estratégia visa conquistar o mercado latino-americano, especialmente após as tarifas elevadas nos Estados Unidos.
Estratégias de Vendas
Os varejistas brasileiros estão apostando em produtos chineses para revitalizar a demanda, afetada pela desaceleração econômica. As marcas chinesas oferecem condições favoráveis em prazos e preços, além de investirem em displays atrativos nas lojas. A Casas Bahia, uma das maiores redes do país, viu a participação de fabricantes chineses em seus negócios crescer de 10% para 18% desde 2020.
Henrique Mascarenhas, diretor de Tecnologia e Duráveis da NIQ para a América Latina, comentou que as empresas chinesas estão aumentando sua participação de mercado e diversificando seus portfólios. O Brasil, com um mercado anual de 12 milhões de televisores, se torna um alvo natural para a expansão dessas marcas.
A estratégia de vendas das marcas chinesas prioriza lojas físicas, buscando superar a desconfiança dos consumidores. As empresas estão criando ambientes de compra mais confortáveis, com sofás e iluminação adequada, para atrair mais clientes.
Entre na conversa da comunidade