O Brasil é responsável por 13% das emissões de gases poluentes e precisa reduzir isso, investindo em veículos elétricos e biocombustíveis. Empresas como Acelen e Be8 estão trabalhando em projetos de combustíveis sustentáveis, mas ainda não há fábricas de combustível sustentável de aviação (SAF) em operação no país. A Acelen planeja produzir SAF a partir da macaúba e soja, com um investimento de US$ 3 bilhões, e deve começar a semear em março. A Be8, que já tem um biocombustível que substitui o diesel, também está avaliando o mercado brasileiro. Enquanto isso, montadoras chinesas como GWM e BYD estão enfrentando atrasos na construção de suas fábricas de veículos elétricos no Brasil. A GWM deve inaugurar sua planta em Iracemápolis, onde produzirá carros híbridos, enquanto a BYD planeja começar a produzir carros elétricos em Camaçari, mas também está atrasada. Ambas as empresas estão ajustando suas operações e buscando aumentar a produção local.
Responsável por 13% das emissões de gases poluentes no Brasil, o setor de transporte enfrenta a necessidade de descarbonização. Para isso, o país investe em veículos elétricos e biocombustíveis, com projetos em diferentes estágios de implementação.
Empresas como Acelen e Be8 estão desenvolvendo iniciativas para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biocombustíveis. Enquanto isso, montadoras chinesas, como GWM e BYD, enfrentam atrasos na construção de fábricas de veículos elétricos.
O Brasil é considerado um dos países com maior potencial para SAF, que pode ser produzido a partir de cultivos como soja e macaúba. Filipe Bonaldo, diretor da A&M Infra, acredita que a implementação de usinas de SAF avançará mais rapidamente do que projetos de hidrogênio verde, especialmente com a obrigatoriedade de redução de emissões para companhias aéreas a partir de 2027.
A Acelen, ligada ao fundo Mubadala, está desenvolvendo um projeto de SAF a partir da macaúba. A empresa planeja iniciar a semeadura em março de 2025 e construir sua usina no segundo semestre do mesmo ano, com um investimento total de US$ 3 bilhões. Enquanto isso, a Be8 analisa o mercado brasileiro para a produção de SAF e já oferece um biocombustível que substitui o diesel.
A Be8 investiu R$ 50 milhões em sua fábrica em Passo Fundo (RS) e aguarda aumento na demanda para expandir suas operações. A empresa também está construindo uma planta de etanol, com um aporte de R$ 1,3 bilhão, prevista para operar em 2026.
A montadora GWM, após atrasos devido ao aumento do imposto de importação sobre veículos eletrificados, pretende inaugurar sua fábrica em Iracemápolis (SP) neste semestre. A BYD, por sua vez, planeja iniciar a produção de carros elétricos em Camaçari (BA) ainda em 2025, embora também enfrente atrasos. A empresa anunciou um investimento de R$ 5,5 bilhões e a criação de 20 mil empregos.
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