O Summit Mobilidade Estadão acontecerá em 28 de maio de 2025, no Teatro Bravos, em São Paulo, e reunirá cerca de 30 especialistas para discutir a indústria automotiva. O evento terá seis painéis e contará com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal. Rogelio Golfarb, ex-vice-presidente da Ford América do Sul, participará de um dos painéis e comentou sobre a situação do setor automotivo no Brasil. Em 2024, o país produziu cerca de 2,5 milhões de veículos, um aumento em relação ao ano anterior, mas a capacidade instalada é de 4,6 milhões, o que mostra que a produção ainda está abaixo do potencial. Golfarb destacou a necessidade de melhorar a competitividade do setor, especialmente em relação às novas tecnologias, para evitar que o Brasil se torne apenas um produtor de veículos sem valor agregado. Ele também mencionou que a alta carga tributária e as taxas de juros elevadas dificultam as vendas, que em 2024 cresceram 14%, mas ainda são insuficientes em comparação com a capacidade de produção. Para melhorar a situação, ele sugere uma reforma tributária e a implementação do “IPI verde”, que visa reduzir impostos sobre a importação de peças e componentes, além de incentivar a produção de veículos mais sustentáveis. O evento promete ser uma oportunidade para discutir soluções e inovações para o setor automotivo.
Na próxima quarta-feira, 28 de maio de 2025, o Estadão realizará a edição de 2025 do Summit Mobilidade, no Teatro Bravos, em São Paulo. O evento reunirá cerca de 30 especialistas do setor automotivo, incluindo representantes dos governos federal, estadual e municipal. O foco será discutir a competitividade da indústria automotiva brasileira e inovações como o “IPI verde”.
O ex-vice-presidente da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, que também foi presidente da Anfavea, participará do painel “A Perspectiva da Indústria: O Brasil como protagonista”. Em entrevista ao Jornal do Carro, Golfarb destacou que, em 2024, o Brasil produziu aproximadamente 2,5 milhões de veículos, um aumento de 9,7% em relação a 2023. Apesar disso, a capacidade instalada é de 4,6 milhões de unidades, evidenciando a ociosidade do setor.
Golfarb apontou que a baixa competitividade é um dos principais obstáculos para o crescimento do setor. Ele afirmou que a indústria automotiva brasileira precisa melhorar sua capacidade de oferecer soluções tecnológicas modernas para não se tornar apenas um produtor de “casca” de veículos. A intensidade tecnológica da indústria caiu, favorecendo a importação de inovações.
O aumento no número de montadoras e a oferta de novos produtos não garantem, segundo Golfarb, uma melhora na performance em relação a outros mercados. Ele enfatizou que a complexidade dos tipos de powertrain (sistemas de propulsão) e a alta carga tributária, que gira em torno de 40%, contribuem para a crise do setor.
Para reverter esse cenário, Golfarb sugere uma reforma tributária profunda e a implementação do “IPI verde”, que visa reduzir impostos sobre a importação de peças e componentes. O programa Mover, que inclui essa proposta, busca revitalizar a indústria automotiva e aumentar a competitividade do Brasil no mercado global. O Summit Mobilidade ocorrerá das 8h30 às 18h e é uma oportunidade para discutir o futuro do setor.
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