As empresas brasileiras têm dificuldade para financiar suas exportações, especialmente para os Estados Unidos, devido à dependência de instituições privadas e à falta de crédito público. O BNDES e o Proex estão tentando aumentar o apoio financeiro, mas a aprovação do projeto de lei 5729/23 é essencial para criar um sistema público de suporte, o que pode ajudar no comércio com os EUA. Atualmente, quase todo o financiamento das exportações vem de instituições privadas, e o BNDES, apesar de ter aumentado os recursos, ainda luta para recuperar sua participação. O Proex também é importante, tendo liberado R$ 566 milhões para exportações aos EUA entre 2019 e março de 2023, mas só tem R$ 820 milhões disponíveis para equalização de juros este ano. O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, observa que, enquanto produtos básicos são financiados por tradings, as vendas para os EUA são principalmente de manufaturas, que precisam de mais apoio financeiro. A aprovação do projeto de lei pode permitir a criação de um Eximbank brasileiro, ajudando a reabrir o financiamento para serviços, que foi cortado em 2016, e isso pode ter um grande impacto no comércio com os EUA.
As empresas brasileiras enfrentam dificuldades significativas para financiar suas exportações, especialmente para os Estados Unidos. A dependência de instituições privadas e a escassez de linhas de crédito públicas complicam a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) estão em busca de ampliar o financiamento às exportações. A aprovação do projeto de lei 5729/23 é fundamental para restabelecer um sistema público de apoio, o que pode impactar positivamente o comércio com os EUA.
Atualmente, 99,7% do financiamento das exportações brasileiras é realizado por instituições privadas. O BNDES, embora tenha aumentado os desembolsos para o pré e pós-embarque, ainda enfrenta desafios para recuperar sua participação. Entre 1991 e 2024, o banco liberou US$ 21 bilhões para o financiamento pós-embarque com destino aos EUA, representando quase metade do total desembolsado.
Desafios e Oportunidades
O Proex, gerido pelo Banco do Brasil, também desempenha um papel crucial. Entre 2019 e março de 2023, o programa desembolsou R$ 566 milhões para 737 operações de embarques aos EUA. Para 2025, está previsto um montante de R$ 1,750 bilhão aos exportadores, mas a modalidade de equalização de taxas de juros conta com apenas R$ 820 milhões disponíveis para este ano.
Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, destaca que, nos últimos 20 anos, o financiamento de produtos básicos tem sido realizado pelas tradings. Contudo, as vendas para os EUA são predominantemente de manufaturas, o que exige um suporte financeiro mais robusto.
A reviravolta nesse cenário depende da aprovação do projeto de lei 5729/23, que propõe a criação de um Eximbank brasileiro sob a gestão do BNDES. Essa medida visa reabrir o financiamento às exportações de serviços, extinto em 2016, e pode ter um impacto significativo no comércio com os EUA.
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