Recentemente, navios de diferentes bandeiras, como a portuguesa e a grega, trouxeram diesel da Rússia para o Brasil, desafiando as sanções internacionais. No último mês, pelo menos 17 embarcações chegaram ao país com esse combustível, o que preocupa distribuidoras locais que alegam concorrência desleal. Importadores brasileiros, por outro lado, afirmam que suas operações estão dentro da lei. Enquanto isso, a União Europeia anunciou novas sanções contra a Rússia, visando a chamada “frota fantasma” que transporta petróleo russo. Parlamentares dos EUA e da UE discutem aumentar as restrições comerciais, com propostas que incluem tarifas altas sobre produtos de países que compram petróleo russo. Importadores brasileiros, como a Atem e a Nimofast, defendem que estão seguindo as leis do Brasil e buscam as melhores opções de compra, citando que o diesel russo é mais barato. As distribuidoras tradicionais temem que isso reduza sua competitividade, já que o diesel russo chega com um desconto significativo em relação ao americano.
Navios de bandeiras diversas têm trazido diesel russo ao Brasil, desafiando sanções internacionais. No último dia 20 de abril, o navio de bandeira portuguesa Jane chegou ao porto de Santos com uma carga de diesel da Rússia. Ao mesmo tempo, o navio grego Akrisios, que também transporta diesel, fez o trajeto inverso, partindo do Brasil para a Rússia. Dados indicam que, em um mês, ao menos dezessete navios vindos de portos russos aportaram no país.
Distribuidoras tradicionais de combustíveis expressam preocupação com a concorrência desleal, alegando que empresas estão burlando as sanções. Importadores brasileiros, por outro lado, defendem a legalidade de suas operações, afirmando que não violam as leis nacionais. No mesmo dia em que o Jane chegou, a União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia, visando a chamada “frota fantasma” que transporta petróleo russo.
Reações Internacionais
Parlamentares dos Estados Unidos e da União Europeia discutem o endurecimento das restrições comerciais. O senador americano Lindsey Graham propõe uma tarifa de importação de quinhentos por cento sobre produtos de países que continuarem a comprar petróleo russo. Graham afirmou que “as consequências dessa invasão bárbara devem ser tornadas reais para aqueles que a apoiam”.
A pressão internacional se intensifica, com a União Europeia preparando um novo pacote de sanções. A frota utilizada pela Rússia é considerada um risco ambiental e de segurança, especialmente em rotas como a do mar Báltico, onde acidentes são frequentes.
Importação de Diesel e Concorrência
Importadores como a distribuidora Atem afirmam que operam em conformidade com a legislação brasileira. O CEO da Nimofast, Ramon Reis, destaca que as sanções na Europa levaram a uma busca por diesel nos Estados Unidos, reduzindo a oferta para outros mercados. Ele afirma que o diesel russo é mais vantajoso, com preços até R$ 0,10 mais baixos por litro em comparação ao americano.
As grandes distribuidoras de combustíveis temem que essa vantagem competitiva prejudique suas operações, especialmente em um mercado já afetado por fraudes. As importações de diesel russo continuam a ser um tema polêmico, à medida que a guerra na Ucrânia se arrasta e as sanções se tornam mais rigorosas.
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