A startup Charlie, investida pela Cyrela, anunciou um plano ambicioso para triplicar seu portfólio de locações de imóveis de curta temporada, passando de 3,5 mil para 10 mil unidades até 2028. Com uma taxa de ocupação de 80%, a empresa, que já possui 2,5 mil apartamentos em operação e 1 mil em obras, busca diversificar […]
A startup Charlie, investida pela Cyrela, anunciou um plano ambicioso para triplicar seu portfólio de locações de imóveis de curta temporada, passando de 3,5 mil para 10 mil unidades até 2028. Com uma taxa de ocupação de 80%, a empresa, que já possui 2,5 mil apartamentos em operação e 1 mil em obras, busca diversificar geograficamente e converter imóveis de hotéis.
O cofundador e presidente da Charlie, Allan Sztokfisz, destacou que a demanda por locações é diversificada, atendendo tanto o público jovem quanto o de negócios. “A demanda de lazer e negócios está ‘pau a pau'”, afirmou. A média de estadia é de três dias, com diárias variando entre R$ 200,00 e R$ 1 mil. Mais de 40% dos hóspedes têm mais de 40 anos.
Expansão e Diversificação
Atualmente, 90% do portfólio da Charlie está concentrado em São Paulo, mas a startup planeja expandir para cidades como Goiânia, Recife e Florianópolis, além de mirar Brasília e cidades catarinenses. A empresa também pretende converter imóveis de hotéis que buscam repaginar suas operações, especialmente após o fim dos incentivos fiscais da pandemia.
Sztokfisz acredita que a Charlie não será impactada por um decreto da Prefeitura de São Paulo que limita locações de curta temporada. “Sempre fomos conservadores”, disse. A startup não possui contratos com imóveis que receberam benefícios fiscais, o que a coloca em uma posição favorável para explorar novas oportunidades.
Modelo de Negócio
O modelo de negócios da Charlie é baseado em um sistema asset light, onde a empresa não é proprietária dos imóveis, mas sim responsável pelos serviços de locação. Os apartamentos pertencem a investidores individuais e institucionais. A startup utiliza plataformas como Booking e Airbnb para locação, com check-in automático via aplicativo.
Para alcançar a meta de 10 mil unidades, a Charlie espera atrair investidores que compraram imóveis compactos durante o boom do setor. “Nós oferecemos um retorno melhor que o aluguel tradicional”, afirmou Sztokfisz, que vê potencial para crescimento no segmento de viagens a negócios.
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