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Casas Bahia propõe reestruturação de dívidas e conversão de debêntures em ações

Casas Bahia propõe conversão de debêntures em ações, podendo levar bancos a deter 77,58% da empresa e reduzir dívida em 27%.

A Casas Bahia (BHIA3) anunciou na noite de quinta-feira (5) um novo plano de reestruturação de capital que visa converter debêntures em ações. Com isso, dois bancos credores, Bradesco e Banco do Brasil, poderão se tornar acionistas com até 77,58% do capital da empresa, o que resultará na diluição dos atuais investidores. Se o plano […]

A Casas Bahia (BHIA3) anunciou na noite de quinta-feira (5) um novo plano de reestruturação de capital que visa converter debêntures em ações. Com isso, dois bancos credores, Bradesco e Banco do Brasil, poderão se tornar acionistas com até 77,58% do capital da empresa, o que resultará na diluição dos atuais investidores.

Se o plano for aprovado, a companhia, liderada pelo CEO Renato Franklin, reduzirá sua alavancagem pela metade, passando de 1,6x para 0,8x. A dívida bruta deve cair 27%, de R$ 5,840 bilhões para R$ 4,273 bilhões. A proposta inclui a conversão antecipada das debêntures da série 2 em ações ordinárias, com a expectativa de que essa mudança ocorra entre junho de 2025 e 2027.

Detalhes do Plano

A conversão das debêntures pode alterar o controle da empresa, mas os bancos não têm interesse em assumir a gestão da rede varejista, que deve ser repassada a um investidor ainda não identificado. O plano de recuperação extrajudicial, anunciado em abril de 2024, já previa essa possibilidade. A companhia está em discussões avançadas com credores para implementar as mudanças.

O objetivo principal do plano é aumentar o fluxo de caixa livre e proporcionar flexibilidade financeira para investimentos em crescimento e eficiência operacional. Atualmente, 78,06% do capital da empresa está pulverizado, com o fundo Goldentree sendo o segundo maior acionista, detendo 7,85%.

Impacto no Mercado

As ações da Casas Bahia apresentaram uma valorização de 39% em 2025, impulsionadas pelo balanço positivo do primeiro trimestre. No entanto, a queda acumulada nos últimos dois anos ainda é de 93%. Após o anúncio do novo plano, as ações subiram cerca de 10% na bolsa brasileira.

O cenário para o varejo de móveis e eletrodomésticos permanece desafiador, com a alta dos juros impactando a atividade econômica e a concessão de crédito. A empresa busca, com essa reestruturação, se adaptar a esse ambiente e melhorar sua posição no mercado.

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