A Centrus Energy está se preparando para expandir a capacidade de enriquecimento de urânio nos Estados Unidos, com o apoio do governo, após a proibição de importações russas até 2028. Essa iniciativa visa aumentar a produção nacional e reduzir a dependência externa, que atualmente é de 70% do combustível nuclear proveniente do exterior, especialmente da […]
A Centrus Energy está se preparando para expandir a capacidade de enriquecimento de urânio nos Estados Unidos, com o apoio do governo, após a proibição de importações russas até 2028. Essa iniciativa visa aumentar a produção nacional e reduzir a dependência externa, que atualmente é de 70% do combustível nuclear proveniente do exterior, especialmente da Rússia.
O CEO da Centrus, Amir Vexler, destacou que a indústria nuclear dos EUA enfrenta um desafio significativo, pois a capacidade de enriquecimento ocidental é insuficiente para atender à demanda. Em entrevista, Vexler afirmou que, para que o setor nuclear amplie sua capacidade de geração, é necessário um aumento considerável na capacidade de enriquecimento. O governo dos EUA, sob a liderança do presidente Donald Trump, estabeleceu metas ambiciosas para quadruplicar a capacidade nuclear do país até 2050.
A dependência do urânio russo, que representou 27% das compras de combustível em 2023, será eliminada com a nova legislação que proíbe importações russas. A Centrus, que é uma das duas empresas licenciadas para produzir urânio enriquecido nos EUA, busca romper o domínio de empresas estatais estrangeiras, como a francesa Orano e o consórcio britânico-holandês-alemão Urenco.
A empresa opera uma planta de enriquecimento em Piketon, Ohio, que tem potencial para atender até 25% das necessidades de urânio enriquecido dos reatores americanos. Embora a planta ainda não esteja em operação comercial, Vexler acredita que a capacidade pode ser expandida conforme a demanda aumentar. O governo dos EUA já alocou R$ 3,4 bilhões para apoiar o enriquecimento doméstico e reduzir a dependência de fontes externas.
Centrus planeja diversificar suas operações, movendo-se de um modelo de importação para a produção local de urânio enriquecido. A empresa já possui contratos de importação de urânio até 2040 e espera que a nova capacidade de enriquecimento ajude a preencher a lacuna deixada pela saída do urânio russo do mercado americano.
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