Um curso online, liderado por Daniel de Brites, está sendo investigado por ensinar técnicas de marketing digital que incluem práticas fraudulentas. A reportagem do UOL Confere revelou que os alunos aprendem a manipular imagens e criar perfis falsos para promover o suplemento ilegal Detox Oriental, utilizando a imagem de celebridades como Drauzio Varella. Os participantes […]
Um curso online, liderado por Daniel de Brites, está sendo investigado por ensinar técnicas de marketing digital que incluem práticas fraudulentas. A reportagem do UOL Confere revelou que os alunos aprendem a manipular imagens e criar perfis falsos para promover o suplemento ilegal Detox Oriental, utilizando a imagem de celebridades como Drauzio Varella.
Os participantes do curso, que custou R$ 1.097, foram instruídos a criar anúncios enganosos e a forjar credibilidade nas redes sociais. As aulas ocorreram na plataforma BitesFlix, onde os alunos foram orientados a usar inteligência artificial para manipular vídeos e imagens, criando conteúdos que prometem emagrecimento rápido e fácil.
Drauzio Varella é uma das principais figuras públicas cujas imagens são utilizadas sem autorização. O médico está processando a Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, e move uma ação junto ao Ministério Público de São Paulo para identificar os responsáveis pelos anúncios fraudulentos. Além de Varella, outras celebridades como Simone Mendes e Alcione também tiveram suas imagens exploradas.
Os alunos do curso são incentivados a criar perfis falsos que se apresentam como especialistas em emagrecimento, utilizando comentários positivos de contas fictícias para aumentar a credibilidade dos anúncios. A manipulação de imagens e a utilização de selos falsos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para afirmar que o produto é aprovado pelo órgão são algumas das práticas ilegais ensinadas.
De acordo com especialistas, a venda de suplementos que prometem curas e tratamentos é irregular. A Anvisa esclarece que suplementos alimentares não devem ter essa finalidade. O advogado Coriolano Aurélio de Almeida Camargo Santos, da OAB-SP, afirma que as ações do curso configuram crimes que podem resultar em penas de até 28 anos de reclusão.
A defesa de Daniel de Brites nega as acusações, afirmando que o curso não ensina práticas ilegais e que o uso de inteligência artificial visa desenvolver técnicas lícitas de marketing. A Meta, por sua vez, declarou que não permite atividades que visem enganar ou fraudar usuários em suas plataformas.
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