Um novo relatório do Instituto de Cinema Britânico (BFI) revelou que mais de 130 mil roteiros de TV e cinema foram utilizados para treinar inteligências artificiais generativas, em sua maioria sem a autorização dos detentores dos direitos autorais. O estudo, intitulado *IA no Setor Audiovisual: Perspectivas e um Caminho Adiante*, destaca que o uso da […]
Um novo relatório do Instituto de Cinema Britânico (BFI) revelou que mais de 130 mil roteiros de TV e cinema foram utilizados para treinar inteligências artificiais generativas, em sua maioria sem a autorização dos detentores dos direitos autorais. O estudo, intitulado *IA no Setor Audiovisual: Perspectivas e um Caminho Adiante*, destaca que o uso da IA representa uma ameaça aos fundamentos econômicos do setor audiovisual.
O relatório, publicado pelo *The Guardian*, aponta que a inteligência artificial pode melhorar filmes em até dez por cento, à medida que aprende a estrutura e a linguagem dos roteiros. Essa tecnologia pode ser utilizada para criar novos conteúdos a um custo reduzido, mas também pode competir diretamente com os criadores cujos trabalhos foram usados no treinamento.
Proposta de Legislação
A divulgação do relatório ocorre em um momento em que uma nova legislação está sendo discutida no Parlamento britânico. Essa proposta visa estabelecer um sistema que regulamente o uso de materiais protegidos por direitos autorais no contexto da inteligência artificial. De acordo com a proposta, criativos e empresas precisarão optar ativamente pela proibição do uso ao registrar os direitos autorais de uma obra. Isso implica que qualquer obra anterior não protegida dessa forma poderá ser utilizada livremente por modelos de IA.
A proposta gerou críticas de políticos e executivos do setor. Dana Strong, CEO da Sky, afirmou que seria impossível policiar as consequências dessa lei. O relatório do BFI conclui que o futuro do setor audiovisual pode depender da capacidade de aproveitar o potencial da IA, ao mesmo tempo em que se mitigam os riscos associados.
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