Líderes empresariais em Sevilla discutem novas alianças comerciais entre Europa e Iberoamérica, impulsionadas pela guerra comercial de Donald Trump. Durante o VIII Congresso Anual do Conselho Empresarial Aliança para Iberoamérica (CEAPI), realizado na cidade espanhola, mais de quinhentos empresários debateram como a atual instabilidade pode ser uma oportunidade para fortalecer laços comerciais. A presidente do […]
Líderes empresariais em Sevilla discutem novas alianças comerciais entre Europa e Iberoamérica, impulsionadas pela guerra comercial de Donald Trump. Durante o VIII Congresso Anual do Conselho Empresarial Aliança para Iberoamérica (CEAPI), realizado na cidade espanhola, mais de quinhentos empresários debateram como a atual instabilidade pode ser uma oportunidade para fortalecer laços comerciais.
A presidente do CEAPI, Nuria Vilanova, provocou a plateia ao afirmar que Trump atua como um catalizador para a busca de maior autonomia econômica. Segundo ela, Iberoamérica, antes considerada irrelevante para a União Europeia, agora se torna estratégica. O presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), Sergio Díaz-Granados, destacou que o mundo está passando por uma mudança profunda, com novas regras comerciais emergindo.
Os aranceles impostos por Trump têm gerado preocupação, mas também otimismo entre os empresários. Uma financeira uruguaia afirmou que “a incerteza criada pela guerra comercial é uma oportunidade”. Empresários como Omar Santos, da Colômbia, e Stanley Motta, do Panamá, concordaram que, apesar das preocupações, estão prontos para explorar novas possibilidades.
Oportunidades e Desafios
Os participantes do congresso ressaltaram que a relação entre Europa e América Latina deve ser revitalizada, especialmente com a iminente assinatura do acordo UE-Mercosul. Vilanova mencionou que a confiança nas relações comerciais está crescendo, com um fluxo de investimentos que agora também vai da América Latina para a Europa.
A ex-ministra de Exteriores da Espanha, Arancha González Laya, alertou sobre os riscos das políticas de Trump, mas também enfatizou que Iberoamérica pode oferecer soluções para a volatilidade econômica. O FMI projeta um crescimento de dois por cento para a região em 2025, o que é superior ao da União Europeia.
Novos Rumos
A presença crescente da China na América Latina e a necessidade de diversificação de mercados foram temas recorrentes. Empresas latino-americanas estão se expandindo para a Europa, buscando novas oportunidades. O investimento direto da América Latina na Europa alcançou R$ 53 bilhões em 2024, um aumento significativo.
Os empresários concordam que a segurança e a estabilidade institucional são fundamentais para o crescimento econômico. O congresso em Sevilla foi um passo importante para estreitar laços e explorar o potencial de colaboração entre os dois continentes em um cenário global em transformação.
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