A pandemia de Covid-19 mudou muito o comércio no Brasil, fazendo com que muitos pequenos empresários começassem a vender online. Nos últimos cinco anos, as vendas pela internet aumentaram 1.200%, e esses empreendedores faturaram R$ 67 bilhões em 2024. Eleni Costa, uma empreendedora do Ceará, viu suas vendas crescerem mais online do que em sua loja física durante a pandemia. Ela diversificou seus produtos e recomenda que outros empresários também entrem no e-commerce. Rogério Cissos, do Ceará, também teve um aumento nas vendas e planeja abrir mais lojas. Joice Gama, de São Luís, adaptou seu negócio de calçados femininos para o mercado infantil e agora está se preparando para exportar seus produtos. O secretário Uallace Moreira afirmou que o e-commerce cresceu com a pandemia e continua forte, refletindo a diversidade de produtos em diferentes regiões do Brasil. A região Sudeste é a que mais vende online, seguida pelo Sul e Nordeste. Esses dados mostram que o comércio eletrônico se tornou uma opção importante para muitos empresários, ajudando na recuperação econômica.
A pandemia de Covid-19 transformou o cenário do comércio no Brasil, levando micro e pequenos empresários a se adaptarem ao e-commerce. As vendas online cresceram 1.200% nos últimos cinco anos, com esses empreendedores faturando R$ 67 bilhões em 2024.
Eleni Costa, empreendedora cearense, exemplifica essa mudança. Chegou a Brasília há 34 anos e, após iniciar suas vendas em casa e em feiras, abriu uma loja em Taguatinga. Com a pandemia, o e-commerce se tornou sua salvação. “Na pandemia, vendi mais do que na minha loja física”, afirma. Eleni diversificou seu portfólio, vendendo desde roupas íntimas até sapatos e bolsas, e recomenda: “Vá para a internet, mostre seu produto”.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que as micro e pequenas empresas brasileiras faturaram R$ 67 bilhões em 2024, um salto significativo em relação aos R$ 5 bilhões de 2019. O crescimento também foi notável entre médias e grandes empresas, que passaram de R$ 49 bilhões para R$ 158 bilhões, um aumento de 220%.
Histórias de Sucesso
Rogério Cissos, do interior do Ceará, também viu suas vendas dispararem durante a pandemia. Ele começou com uma loja física e, agora, possui duas, com planos para abrir uma terceira. “A demanda aumentou muito”, diz ele, que vende produtos de informática. Para Cissos, a persistência é fundamental: “Tem que ter persistência, não desistir facilmente”.
Em São Luís, Joice Gama adaptou seu negócio de calçados femininos para atender ao mercado infantil. Após a falência de seu fornecedor durante a pandemia, ela criou um catálogo online e começou a entregar os produtos em casa. “Vendi todo o estoque que tinha”, conta. Hoje, Joice se prepara para exportar seus calçados para países como Colômbia e Argentina.
Expansão Regional
O secretário Uallace Moreira destaca que o e-commerce foi impulsionado pela pandemia e manteve-se em alta com a recuperação econômica. As vendas online refletem a diversificação regional, com produtos como vinho no Rio Grande do Sul e purê de açaí no Pará. A região Sudeste concentra 77,2% das vendas, seguida pelo Sul (14,1%) e Nordeste (5,5%).
Esses dados mostram que, apesar dos desafios impostos pela pandemia, o comércio eletrônico se consolidou como uma alternativa viável para muitos empresários brasileiros, promovendo uma recuperação econômica significativa.
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