O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu parar de discutir o aumento de gastos públicos até que o governo encontre uma maneira sustentável de equilibrar as contas. Em uma entrevista, ele afirmou que não é bom aumentar os gastos, a menos que sejam essenciais. Haddad também falou sobre a taxa Selic, que está em 15%, a mais alta desde 2006, e destacou que essa alta foi decidida em dezembro passado. Ele alertou que mudanças rápidas na política monetária podem prejudicar a confiança. O ministro considera a taxa de juros atual muito alta e pediu cautela nas políticas fiscal e monetária, especialmente em tempos de dificuldades econômicas. Ele criticou a desigualdade no Brasil e defendeu que a carga tributária deve ser ajustada para que quem não paga impostos comece a contribuir, enquanto quem já paga deve ter alívio. Haddad também mencionou que o governo está buscando maneiras de aumentar o crédito imobiliário, que é baixo no Brasil em comparação a outros países. Apesar de desafios no Congresso, ele se mostrou otimista em conseguir acordos e falou sobre um déficit primário previsto de R$ 83,1 bilhões até 2025, além de medidas para aumentar a arrecadação, como taxar apostas esportivas e mudar a tributação de instituições financeiras.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs a suspensão do debate sobre aumento de gastos públicos até que o governo encontre um caminho sustentável para as contas. Em entrevista à Record, na terça-feira, 24, ele afirmou que nenhum aumento de gasto é bem-vindo, exceto os imprescindíveis.
Haddad também comentou sobre a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15%, a mais alta desde 2006. Ele destacou que a alta dos juros foi “contratada” em dezembro, durante a gestão do ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. O ministro enfatizou a importância de manter a credibilidade na política monetária, alertando que mudanças abruptas podem comprometer essa confiança.
O ministro expressou preocupação com a taxa de juros elevada, considerando-a muito restritiva. Ele ressaltou a necessidade de cautela na política fiscal e monetária, especialmente em um momento de desafios econômicos significativos. Ao abordar a reforma tributária, Haddad criticou a desigualdade no Brasil, afirmando que não podemos viver em um país onde a maioria tem pouco.
Sustentabilidade das Contas
Haddad defendeu que o objetivo da política econômica deve ser equilibrar as contas públicas com mais justiça social. Ele propôs que a carga tributária seja ajustada para que aqueles que não pagam impostos sejam onerados, enquanto os que já contribuem sejam desonerados. O ministro também mencionou a importância de “congelar o debate sobre aumento de gasto público” e priorizar a sustentabilidade das contas.
Além disso, Haddad confirmou que o governo está explorando formas de alavancar o crédito imobiliário, atualmente em 10% do PIB, comparado a 30% no Chile e mais de 100% na Austrália. O foco é desenvolver a indústria da construção civil, essencial para o crescimento econômico.
Apesar das resistências no Congresso, Haddad se mostrou otimista quanto à possibilidade de alcançar acordos. Ele também mencionou um déficit primário projetado de R$ 83,1 bilhões até 2025, conforme relatório da Instituição Fiscal Independente. O governo Lula tem buscado medidas arrecadatórias, como o aumento da taxação de apostas esportivas e mudanças na tributação de instituições financeiras, para compensar a queda na arrecadação do IOF.
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