O Ibovespa começou a terça-feira em leve queda, refletindo a cautela dos mercados por causa das tensões entre Israel e Irã. O índice caiu 0,19%, chegando a 136.285 pontos, após uma queda de 0,41% no dia anterior. As ações da Petrobras foram as principais responsáveis pela baixa, com uma queda de 2,50%, acompanhando a desvalorização do petróleo Brent. O dólar também subiu levemente, cotado a R$ 5,4985. No Brasil, a ata do Copom indicou que a taxa Selic deve permanecer em 15% por um tempo, devido à inflação alta e incertezas globais. O Índice de Confiança do Consumidor também caiu, refletindo preocupações com endividamento e juros altos. Nos Estados Unidos, o déficit em conta corrente aumentou 44,3%, totalizando US$ 450,2 bilhões. Os investidores aguardam a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que deve comentar sobre a política monetária. No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fará uma coletiva para explicar um novo programa que permitirá que hospitais privados atendam pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas. A situação geopolítica continua tensa, com novos ataques em Teerã, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com ambos os lados.
O Ibovespa iniciou a terça-feira, 24, em leve baixa, refletindo a cautela dos mercados internacionais devido às incertezas geopolíticas entre Israel e Irã. Por volta das 10h17, o índice recuava 0,19%, alcançando 136.285 pontos. Na sessão anterior, o índice já havia registrado uma queda de 0,41%.
As ações da Petrobras (PETR4) foram as principais responsáveis pela queda, com uma desvalorização de 2,50%, acompanhando a queda de mais de 8% no preço do petróleo Brent. No mercado cambial, o dólar apresentou uma leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,4985.
Cenário Econômico
O ambiente interno também é de cautela após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou que a taxa Selic, atualmente em 15%, deve permanecer elevada por um período prolongado. O documento destacou a necessidade de manter a Selic nesse patamar devido à inflação elevada e incertezas globais.
Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor do FGV Ibre caiu 0,8 ponto em junho, para 85,9 pontos, após três meses de alta. O recuo foi impulsionado pela percepção negativa sobre a situação financeira dos consumidores, que enfrentam endividamento e juros altos.
Dados dos EUA
Nos Estados Unidos, o déficit em conta corrente aumentou 44,3% no primeiro trimestre de 2025, totalizando US$ 450,2 bilhões, ou 6% do PIB. O aumento foi impulsionado pelo crescimento das importações, especialmente de produtos farmacêuticos e ouro não monetário.
Os investidores aguardam a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que deve se pronunciar sobre a política monetária às 11h. Powell já indicou que não há pressa para cortes nas taxas de juros, enfatizando a necessidade de avaliar os impactos das tarifas impostas pelo governo anterior.
Expectativas no Brasil
No Brasil, o mercado também se prepara para a coletiva do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, marcada para as 14h. Ele deve apresentar detalhes do programa “Agora Tem Especialistas”, que permitirá que hospitais privados atendam pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas com a União.
O pano de fundo geopolítico continua tenso, com relatos de novos ataques em Teerã, apesar do anúncio de cessar-fogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com ambos os lados, enquanto o mercado financeiro global reage com alívio à possibilidade de uma solução diplomática.
Entre na conversa da comunidade