A Argentina está avançando na bioconstrução com o novo Centro de Energia Renovável em La Plata, que usa materiais reciclados e técnicas ecológicas. O projeto, criado pelo arquiteto Gustavo San Juan, serve como um exemplo de eficiência energética e abriga um programa para incentivar a geração de energia renovável. O centro foi construído com tijolos de plástico reciclado e micélio de fungo, além de utilizar cascas de amendoim e resíduos agroindustriais. A lã de ovelha, que normalmente seria descartada, é usada como isolante. O setor de construção consome 40% da energia na Argentina e, embora o uso de materiais tradicionais como cimento e aço ainda seja comum, há um aumento no uso de técnicas que economizam água e energia, como o drywall. A bioconstrução enfrenta desafios devido à falta de regulamentação nacional, mas algumas províncias já têm normas específicas. A necessidade de habitação acessível é urgente, com 4 milhões de famílias sem casa, e a eficiência energética pode ajudar a reduzir as emissões e a pobreza, mostrando a importância de políticas públicas para promover tecnologias sustentáveis.
A Argentina avança na bioconstrução com o Centro de Energia Renovável em La Plata, um projeto que utiliza materiais reciclados e técnicas ecológicas. O edifício, projetado pelo arquiteto Gustavo San Juan, visa ser um modelo de eficiência energética e bioconstrução, abrigando o Programa Provincial de Incentivos à Geração Distribuída de Energia Renovável (Proinged).
O centro foi construído com tijolos feitos de plástico reciclado e micélio de fungo, além de placas de cascas de amendoim e resíduos agroindustriais. Essas inovações foram desenvolvidas por instituições de pesquisa e empresas argentinas, destacando a importância da reciclagem de materiais. A lã de ovelha, frequentemente descartada, é utilizada como isolante térmico e acústico, aproveitando um recurso que, de outra forma, seria queimado ou enterrado.
O setor de construção é responsável por 40% do consumo de energia na Argentina, refletindo a tendência global de emissões de CO₂. O uso de materiais convencionais, como cimento e aço, ainda predomina, mas há um aumento na adoção de técnicas de construção seca, que reduzem o consumo de água e energia. O drywall, por exemplo, pode diminuir em 60% o consumo de combustível e em 22,5% as emissões de CO₂.
A bioconstrução, que integra técnicas sustentáveis e culturalmente enraizadas, enfrenta desafios regulatórios. A falta de uma regulamentação nacional dificulta a implementação de projetos, embora algumas províncias já tenham aprovado normativas específicas. A necessidade de habitação acessível é urgente, com cerca de 4 milhões de famílias afetadas pelo déficit habitacional. A eficiência energética é vista como uma solução para mitigar tanto as emissões quanto a pobreza, destacando a importância de políticas públicas e iniciativas sociais para promover tecnologias sustentáveis.
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