O Brasil é um líder na transição energética, com metade de sua energia vindo de fontes renováveis, enquanto nos países da OCDE esse número é apenas 15%. Durante a COP30 Amazônia, especialistas discutiram os avanços e desafios do país nessa área. Elbia Gannoum, da Abeeólica, afirmou que o Brasil pode se reindustrializar usando energias limpas e atrair investimentos. No entanto, Bárbara Rubim, da Absolar, destacou que o país precisa melhorar a execução de seus planos para energia limpa e garantir que a transição seja justa para todos. Ricardo Baitelo, do Instituto de Energia e Meio Ambiente, elogiou os progressos, mas alertou sobre a necessidade de equilibrar a geração e o consumo de energia. Os especialistas também criticaram emendas legislativas que podem dificultar a transição energética, como a derrubada de vetos que pode aumentar as contas de luz em até R$ 197 bilhões nos próximos 25 anos. O evento COP30 Amazônia, apoiado por várias instituições, busca promover discussões sobre sustentabilidade e o futuro energético do Brasil.
O Brasil se destaca na transição energética, com 50% de sua matriz proveniente de fontes renováveis, em comparação a apenas 15% nos países da OCDE. Essa liderança foi discutida por especialistas durante a COP30 Amazônia, realizada no Rio de Janeiro em 18 de junho. O evento, promovido pelos jornais Valor e O GLOBO e pela rádio CBN, abordou as oportunidades e desafios da transição energética no país.
A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), Elbia Gannoum, destacou que o Brasil pode se reindustrializar com indústrias verdes, utilizando energias renováveis. Nos últimos quatro anos, o Congresso aprovou projetos importantes, como os marcos legais do hidrogênio verde e das eólicas offshore. Gannoum acredita que o Brasil tem potencial para atrair investimentos e se tornar um provedor de soluções para a transição energética.
Desafios e Oportunidades
A vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, apontou que o país deve expandir a oferta de energia limpa, mas enfrenta desafios na execução de planos. Ela alertou para o risco de perder oportunidades, enfatizando a necessidade de garantir uma transição justa e acessível a todos. Ricardo Baitelo, do Instituto de Energia e Meio Ambiente, classificou os avanços na energia renovável como impressionantes, mas ressaltou a importância de equilibrar a geração e o consumo, especialmente com fontes intermitentes.
Os especialistas criticaram a inclusão de “jabutis” em projetos de lei, que podem prejudicar a execução de iniciativas essenciais para a transição energética. A derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a emendas no marco legal das eólicas offshore pode encarecer as contas de luz em até R$ 197 bilhões nos próximos 25 anos, segundo estimativas do mercado. Essa situação destaca a urgência de priorizar a transição para uma economia de baixo carbono.
O projeto COP30 Amazônia conta com o apoio de diversas instituições, incluindo Eletrobras, JBS e Vale, e visa promover discussões sobre a sustentabilidade e o futuro energético do Brasil.
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