- A produção de azeitonas nos principais países produtores está se recuperando, o que pode levar a uma redução de até 10% nos preços do azeite no Brasil até 2025.
- No ano passado, a inflação do azeite no Brasil superou 50%, afetando o consumo.
- Apesar da queda no preço internacional do azeite extravirgem, que passou de US$ 10.000 para US$ 5.500 por tonelada, os preços no Brasil ainda permanecem altos, em torno de R$ 40.
- O country manager da marca Filippo Berio, Eduardo Casarin, destaca que o Brasil não deve voltar aos preços anteriores à crise, devido a fatores como custos logísticos e a valorização do euro.
- A expectativa é de recuperação na demanda com a redução gradual dos preços, o que pode ajudar a estabilizar o mercado.
Depois de uma crise global que elevou os preços do azeite, a produção de azeitonas nos principais países produtores começa a se recuperar. No Brasil, a inflação do produto superou 50% no ano passado, impactando o consumo. Apesar da melhora no cenário internacional, com uma expectativa de redução de até 10% nos preços até 2025, os valores ainda permanecem altos, em torno de R$ 40.
Eduardo Casarin, country manager da marca italiana Filippo Berio, afirma que, embora haja uma queda nos preços globais, o Brasil não deve retornar aos patamares anteriores à crise. Nos últimos 12 meses, o preço do azeite subiu 1%, segundo dados do IPCA. O preço internacional do azeite extravirgem caiu de US$ 10.000 para US$ 5.500 por tonelada, uma redução de 45%. No entanto, essa queda não se reflete de forma tão acentuada no mercado brasileiro.
Desafios no Mercado
A defasagem entre a recuperação da safra na Europa e a chegada dos novos lotes ao Brasil é um dos fatores que dificultam a redução de preços. Casarin explica que o transporte do azeite com custo reduzido leva tempo e que os estoques anteriores ainda influenciam os preços. Além disso, a valorização do euro em relação ao real e os altos custos logísticos complicam ainda mais a situação.
O varejo também busca recompor margens de lucro, pressionadas durante a alta de preços. Casarin destaca que o produtor de azeite pode optar por segurar a oferta para estabilizar os preços. Apesar de ainda estarem distantes dos patamares históricos, sinais de normalização começam a surgir no mercado brasileiro.
Expectativas Futuras
A expectativa do setor é positiva, especialmente se a safra europeia de 2025/2026 for semelhante à anterior. Casarin observa que o Brasil, um dos maiores importadores de azeite do mundo, tem um consumo per capita considerado baixo, o que indica potencial de crescimento. O aumento dos preços no ano passado resultou em uma retração de 20% no consumo, com muitos consumidores optando por alternativas mais baratas.
Com a gradual redução de preços, há esperança de recuperação na demanda, o que pode contribuir para a estabilização dos preços. Casarin ressalta que, se a demanda aumentar, isso ajudará a regular os preços no mercado. A Filippo Berio, que detém 4% do market share no Brasil, busca se posicionar como um produto de qualidade superior, mantendo preços competitivos em relação às marcas líderes.
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