- A Rússia enfrenta uma grave crise econômica quase três anos após a invasão da Ucrânia.
- A inflação está alta, com índices oficiais em torno de 10% ao ano, e o crescimento estagnado.
- O déficit público foi revisado para 1,7%, e o setor civil está em recessão, com 70% das empresas relatando queda nas vendas.
- O governo projeta um déficit maior do que o esperado devido aos altos custos da guerra e à dependência crescente de importações.
- Oito milhões e oitocentos mil russos estão com dificuldades para pagar empréstimos, enquanto a propaganda estatal destaca uma taxa de desemprego de apenas 2%.
A Rússia enfrenta uma grave crise econômica quase três anos após a invasão da Ucrânia, com inflação alta e crescimento estagnado. O déficit público foi revisado para 1,7%, e o setor civil está em recessão, aumentando a dependência de importações.
O ministro de Desenvolvimento Econômico, Maxim Reshétnikov, alertou que o país está “à beira da recessão”. As reservas financeiras que sustentaram a economia nos últimos anos estão se esgotando, refletindo a deterioração da situação econômica. O Banco Central da Rússia, sob pressão do Kremlin, reduziu a taxa de juros de 21% para 20%, a primeira queda desde setembro de 2022, mas a inflação permanece elevada, com índices oficiais em torno de 10% ao ano.
A indústria civil está em declínio, com um crescimento de apenas 1,9% nos últimos quatro anos. O consumo está em crise, com 70% das empresas relatando queda nas vendas. As vendas de automóveis caíram 25% no primeiro semestre de 2025, enquanto as cadeias de roupas enfrentam uma redução de 30% a 35% nas vendas.
O governo russo esperava um déficit de 0,5% para 2025, mas agora projeta um aumento significativo. A guerra na Ucrânia e os altos custos militares drenam recursos da economia, que já não consegue sustentar o crescimento impulsionado pela indústria bélica. A dependência de importações, especialmente da China, aumenta, enquanto a produção nacional não consegue acompanhar.
A situação é crítica, com 8,8 milhões de russos incapazes de pagar empréstimos. A propaganda estatal tenta minimizar os problemas, destacando uma taxa de desemprego de apenas 2% e um aumento nominal nos salários. No entanto, a realidade é que a inflação corrói o poder de compra da população, e apenas 10% dos russos percebem uma melhora em suas finanças.
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