- Nesta terça-feira, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) com prazos curtos caíram, enquanto as longas subiram.
- A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou em 14,17%, abaixo dos 14,202% da sessão anterior.
- A taxa para janeiro de 2031 subiu para 13,44%, em relação aos 13,395% do ajuste anterior.
- O aumento nas taxas longas ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas tarifas sobre importações, com início em 1º de agosto.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não alterou as expectativas do mercado, que indicam 94% de chances de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
SÃO PAULO (Reuters) – Nesta terça-feira, as taxas dos DIs com prazos curtos apresentaram quedas leves, enquanto as longas subiram, refletindo um cenário de incertezas no mercado financeiro. A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou em 14,17%, abaixo dos 14,202% da sessão anterior. Em contraste, a taxa para janeiro de 2031 subiu para 13,44%, em relação aos 13,395% do ajuste anterior.
O movimento de alta nas taxas longas ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar novas tarifas sobre importações, incluindo um aumento de 50% sobre o cobre. Apesar disso, a leitura do mercado foi mais favorável, uma vez que as tarifas entrarão em vigor apenas em 1º de agosto. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, destacou que esse intervalo pode permitir novas negociações, reduzindo a tensão no mercado.
Impacto das Tarifas
Na segunda-feira, as taxas de juros no Brasil subiram em resposta às ameaças tarifárias de Trump, que se dirigiram a países do Brics e a parceiros comerciais como Japão e Coreia do Sul. Contudo, a expectativa de um período de negociação fez com que as taxas dos DIs recuassem ao longo do dia, mesmo que de forma moderada nas pontas longas.
O dólar também apresentou queda em relação ao real, contribuindo para a diminuição das taxas. Durante a tarde, a taxa do DI para janeiro de 2033 variou entre 13,380% e 13,510%, refletindo a volatilidade do mercado. A liquidez foi afetada pela proximidade do feriado em São Paulo, o que limitou a atuação dos agentes financeiros.
Expectativas do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de um evento em Brasília, mas suas declarações não alteraram as expectativas do mercado. Atualmente, a curva de juros indica 94% de chances de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A precificação das opções de Copom na B3 mostra uma leve diminuição nas chances de alta, com 6,90% de probabilidade de um aumento de 25 pontos-base.
No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries dos EUA subiram, refletindo preocupações sobre a inflação e a expectativa de leilão de títulos. O rendimento do Treasury de dez anos estava em 4,411%, influenciando as decisões de investimento no Brasil.
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