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Nova regra da Tesla para limitar ações de acionistas é criticada por autoridades de Nova York

Fundo de aposentadoria de Nova York pressiona Tesla a revogar cláusula que limita ações derivativas e acusa empresa de engano aos acionistas.

Elon Musk entrevista na CNBC a partir da sede da Tesla no Texas. (Foto: CNBC)
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  • A Tesla, liderada por Elon Musk, mudou sua sede de Delaware para Texas e alterou suas regras corporativas, exigindo que investidores possuam 3% das ações para ações derivativas.
  • O New York State Common Retirement Fund, que possui apenas 0,1% das ações da Tesla, pediu a revogação dessa cláusula, acusando a empresa de enganar acionistas sobre seus direitos.
  • A mudança nas regras foi criticada como uma tentativa de isolar a diretoria da responsabilidade em relação aos acionistas.
  • O controlador do estado de Nova York, Thomas DiNapoli, afirmou que a Tesla enganou os acionistas ao garantir que seus direitos seriam mantidos.
  • Atualmente, apenas três instituições possuem pelo menos 3% das ações da montadora, e a empresa não comentou sobre a situação.

A Tesla, sob a liderança de Elon Musk, está enfrentando uma pressão crescente após a mudança de suas regras corporativas que exigem que investidores possuam 3% das ações para entrar com ações derivativas. Essa alteração, implementada em maio, foi criticada pelo New York State Common Retirement Fund, que possui apenas 0,1% das ações da montadora.

O fundo de aposentadoria solicitou a revogação dessa cláusula, alegando que a Tesla enganou seus acionistas ao assegurar que seus direitos permaneceriam os mesmos após a mudança de Delaware para o Texas. A mudança ocorreu em junho de 2024, após um juiz em Delaware anular um pacote de compensação de 56 bilhões de dólares concedido a Musk em 2018, o maior da história de empresas públicas.

Críticas à Mudança

Os diretores do fundo de aposentadoria afirmam que a alteração nas regras é uma tentativa de isolar a diretoria da responsabilidade em relação aos acionistas. Em uma carta enviada à Tesla, eles descreveram a situação como um “bait-and-switch”, ou seja, uma manobra enganosa. A nova lei do Texas, que permitiu a exigência de 3% de propriedade, foi aprovada um dia antes da alteração nos estatutos da Tesla.

O controlador do estado de Nova York, Thomas DiNapoli, criticou a empresa, afirmando que a Tesla “enganou os acionistas” ao garantir que seus direitos seriam mantidos. Ele enfatizou que ações derivativas são o último recurso para os acionistas quando diretores ou executivos violam suas obrigações fiduciárias.

Situação Atual

Atualmente, apenas três instituições possuem pelo menos 3% das ações da Tesla. A empresa não respondeu imediatamente a solicitações de comentários sobre a situação. A pressão do fundo de aposentadoria de Nova York destaca a crescente preocupação com a governança corporativa e os direitos dos acionistas na Tesla, especialmente em um momento em que a empresa busca expandir suas operações e influência no mercado.

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