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COP30 enfrenta desafios com taxas de Trump e conflitos, afirma presidente da conferência

Brasil e Azerbaijão apresentarão plano para mobilizar R$ 7,2 trilhões em financiamento climático na COP30, em meio a tensões internacionais.

Embaixador André Corrêa do Lago durante entrevista à Folha em seu gabinete no Palácio Itamaraty (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
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  • A COP30, conferência climática da ONU, ocorrerá em Belém em novembro de 2025.
  • O Brasil e o Azerbaijão apresentarão um plano para mobilizar R$ 7,2 trilhões em financiamento climático.
  • A ausência dos Estados Unidos nas negociações gera preocupações sobre a ambição dos países desenvolvidos.
  • Na última conferência, apenas US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhões) foram aprovados para o financiamento climático.
  • A resistência dos países ricos em discutir financiamento pode complicar as negociações em Belém.

A COP30, conferência climática da ONU, será realizada em Belém em novembro, em meio a um cenário internacional tenso, marcado pela guerra comercial dos EUA e a resistência dos países desenvolvidos em financiar soluções climáticas. O presidente da conferência, André Corrêa do Lago, destacou que as negociações estão sendo influenciadas por circunstâncias complexas.

O Brasil e o Azerbaijão devem apresentar um “roadmap” para mobilizar R$ 7,2 trilhões em financiamento climático. A ausência dos EUA nas negociações gera preocupações sobre a ambição dos países desenvolvidos. A última conferência, realizada no Azerbaijão, resultou em uma meta considerada frustrante, com a aprovação de apenas US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhões) para o financiamento climático.

Durante a conferência pré-COP em Bonn, a resistência dos países ricos em discutir o financiamento foi evidente. O Brasil, por sua vez, pediu que novos itens de agenda não fossem abertos para evitar paralisia nas negociações. A expectativa é que o tema do financiamento possa ser levantado novamente em Belém, o que poderia complicar as tratativas.

A ausência dos EUA, que se retirará do Acordo de Paris em 2026, é vista como uma perda significativa. Embora alguns países em desenvolvimento possam ganhar espaço, a falta de um ator tão relevante como os EUA é considerada uma “vitória discutível”. A participação de estados americanos que apoiam o Acordo de Paris não substitui a necessidade de uma delegação federal ativa.

A guerra comercial e as pressões eleitorais na Europa também afetam a ambição climática. A combinação de tarifas e gastos militares tem gerado um ambiente desafiador para as negociações. O embaixador Corrêa do Lago enfatizou que a situação atual pode dificultar a mobilização de recursos necessários para enfrentar as mudanças climáticas.

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