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Wise enfrenta críticas enquanto CEO justifica mudança de sede para os EUA

Acionistas da Wise se opõem à mudança de listagem para os EUA, temendo a extensão dos direitos de voto diferenciados até 2036.

Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann, fundadores da Wise: disputa sobre poder de voto expõe divisão na governança da fintech em meio à proposta de mudança da listagem principal para os EUA (Foto: Wise/Divulgação)
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  • A fintech britânica Wise enfrenta resistência de acionistas quanto à mudança de sua listagem da Bolsa de Londres para os Estados Unidos.
  • A votação sobre a proposta ocorrerá no dia 28 de outubro.
  • O cofundador Taavet Hinrikus, que possui 5,1% das ações, critica a extensão dos direitos de voto diferenciados por mais uma década.
  • As ações classe B têm nove votos cada, enquanto as classe A têm apenas um, o que concentra o poder decisório em um pequeno grupo.
  • A empresa Skaala Investments, detentora de mais de 15% das ações classe B, pede que a questão dos direitos de voto seja discutida separadamente.

A fintech britânica Wise, famosa por suas transferências internacionais de baixo custo, enfrenta resistência de acionistas em relação à proposta de mudança de sua listagem da Bolsa de Londres para os Estados Unidos. A votação está agendada para o dia 28 deste mês. O cofundador Taavet Hinrikus, que possui 5,1% das ações, é um dos principais críticos da proposta, que inclui a prorrogação dos direitos de voto diferenciados.

A Wise, avaliada em £9 bilhões durante seu IPO em 2021, anunciou sua intenção de migrar para os EUA, um movimento que pode ser visto como um revés para o mercado de capitais britânico. Hinrikus argumenta que a proposta não apenas altera a localização da listagem, mas também estende por mais uma década os direitos de voto das ações classe B, que concentram o poder decisório nas mãos de um pequeno grupo de fundadores.

Estrutura de Votação

As ações classe B têm nove votos cada, enquanto as classe A têm apenas um. Essa estrutura, comum em empresas de tecnologia, visa evitar aquisições hostis, mas pode prejudicar a valorização ao limitar a influência de investidores minoritários. A expectativa era que essa assimetria expirasse em 2026, mas a nova proposta a estende até 2036. Isso mantém o controle nas mãos do CEO Kristo Käärmann, que possui menos de 20% do capital econômico, mas controla quase 55% dos votos.

A Skaala Investments, que detém mais de 15% das ações classe B, critica a forma como a proposta foi apresentada, alegando que os acionistas estão diante de uma decisão “tudo ou nada”. A empresa pede que a questão dos direitos de voto seja discutida separadamente, permitindo que os investidores aprovem a mudança de listagem sem concordar com a extensão do controle acionário.

Reações e Recomendações

Em resposta, Käärmann reconheceu as preocupações, mas defendeu a clareza do plano. A Wise argumenta que a estrutura de classes diferentes apoia a gestão na execução de sua visão de longo prazo. As consultorias de voto Glass Lewis, PIRC e ISS recomendaram apoio à proposta, destacando que a listagem nos EUA pode facilitar o crescimento da empresa.

As ações da Wise apresentaram queda de 1,5% na manhã de 22 de outubro. A votação será realizada separadamente para acionistas das classes A e B, sendo necessária uma maioria simples em cada classe e uma supermaioria de 75% do valor das ações votadas.

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