- A indústria francesa de vinhos e destilados enfrenta a imposição de uma tarifa de 15% pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 7 de agosto.
- A medida pode resultar em perdas de €1 bilhão e afetar 600 mil empregos no setor, segundo a Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Destilados (FEVS).
- O presidente da FEVS, Gabriel Picard, pediu apoio da França e da União Europeia para evitar a aplicação da tarifa.
- O ministro francês do Comércio Exterior, Jean-Noel Barrot, confirmou que negociações para uma isenção estão em andamento.
- A tarifa pode impactar não apenas a França, mas também o mercado americano, já que os EUA representaram quase 30% das exportações de vinho da Europa no último ano.
A indústria francesa de vinhos e destilados enfrenta um novo desafio com a iminente imposição de uma tarifa de 15% pelos Estados Unidos, programada para entrar em vigor em 7 de agosto. Essa medida pode resultar em perdas de €1 bilhão e afetar 600 mil empregos no setor, conforme alertou a Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Destilados (FEVS).
O presidente da FEVS, Gabriel Picard, enfatizou a necessidade de apoio ativo da França e da União Europeia para evitar a aplicação da tarifa. Ele destacou que a situação atual é insustentável e que esforços para isentar vinhos e destilados devem ser intensificados. O ministro francês do Comércio Exterior, Jean-Noel Barrot, confirmou que as negociações para uma isenção estão em andamento, afirmando que a luta não termina aqui.
Negociações em Andamento
A pressão da União Europeia, apoiada por líderes da indústria, como Bernard Arnault, da LVMH, visa restaurar as condições comerciais anteriores às tarifas anunciadas. A situação se agrava em um contexto de excedente global de vinho, mesmo com a produção atingindo o nível mais baixo em 60 anos.
Samuel Masse, presidente da Confederação Europeia dos Viticultores Independentes, expressou preocupação com o impacto da tarifa, que afetará não apenas a França, mas também o mercado americano. Os EUA foram responsáveis por quase 30% das exportações de vinho da Europa no último ano, e a expectativa é que a isenção se torne uma prioridade nas negociações em andamento.
A iminente tarifa representa um novo capítulo nas tensões comerciais entre os EUA e a Europa, refletindo um cenário complexo que pode ter repercussões significativas para ambos os lados.
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