- O governo brasileiro enfrenta um aumento de tarifas de 50% sobre produtos nacionais, imposto pelos Estados Unidos.
- Para minimizar os efeitos dessa medida, o governo planeja usar R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação.
- A estratégia visa apoiar pequenos e médios exportadores, que têm dificuldades para obter crédito.
- Além do Fundo de Garantia à Exportação, serão reforçados o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior e o Fundo de Garantia de Operações, ambos com R$ 1 bilhão cada.
- Com essas ações, o governo espera gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em empréstimos e diversificar os mercados para os exportadores brasileiros.
O governo brasileiro está se preparando para enfrentar um aumento significativo nas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que agora incluem uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, afeta diversos setores, como carne, café, frutas e calçados.
Para mitigar os impactos do chamado tarifaço, a equipe econômica do Brasil planeja utilizar R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Essa estratégia é semelhante à adotada durante a pandemia, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu a fundos garantidores para apoiar empresas afetadas. O foco principal será ajudar pequenos e médios exportadores, que enfrentam dificuldades para acessar crédito no setor financeiro.
Além do FGE, o governo pretende reforçar dois outros fundos: o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), com um adicional de R$ 1 bilhão, e o Fundo de Garantia de Operações (FGO), também com R$ 1 bilhão. Esses recursos permitirão que pequenos e médios exportadores financiem capital de giro e investimentos, além de buscarem mercados alternativos aos Estados Unidos.
A entrada do FGO pode gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em empréstimos, conforme estimativas de técnicos do governo. A medida visa não apenas aliviar a pressão das tarifas, mas também diversificar as opções de mercado para os exportadores brasileiros. Com quase 700 setores isentos das novas tarifas, como aviação e energia, o governo busca minimizar os danos e garantir a competitividade do Brasil no comércio internacional.
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