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Empresas brasileiras devem emitir recorde de títulos no exterior, aponta Morgan Stanley

Em meio a incertezas, Brasil deve alcançar captações recordes de US$ 30 bilhões em títulos e aquecer fusões e aquisições em setores estratégicos

Governo, empresas e bancos brasileiros captaram US$ 22 bilhões nos mercados globais até agora neste ano, segundo dados da Bloomberg. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • Emissores brasileiros devem captar um recorde de US$ 30 bilhões em títulos em 2023, segundo o Morgan Stanley.
  • Até agora, houve um aumento de 18% nas captações, totalizando US$ 22 bilhões.
  • Aproximadamente 70% dos recursos foram destinados à rolagem de dívidas, com o restante para novos investimentos.
  • O Morgan Stanley também prevê um crescimento nas atividades de fusões e aquisições, com interesse de empresas dos EUA, Europa e China em ativos no Brasil.
  • Apesar da robustez nas emissões externas, os mercados locais de dívida e ações enfrentam desaceleração, com queda de 28% na emissão de ações em relação ao ano anterior.

Os emissores brasileiros estão em um momento de destaque no mercado internacional de títulos, com previsões do Morgan Stanley indicando que poderão captar um recorde de US$ 30 bilhões em 2023. Este aumento ocorre mesmo em meio a incertezas políticas e geopolíticas, com um crescimento de 18% nas captações até agora. Gustavo Siqueira, do Morgan Stanley, afirmou que o mercado continua receptivo, apesar das mudanças no cenário global.

Até o momento, US$ 22 bilhões foram captados por governos, empresas e bancos brasileiros. Aproximadamente 70% dessas transações foram destinadas à rolagem de dívidas, enquanto o restante foi utilizado para novos investimentos. Siqueira observou que, neste momento, as empresas estão mais focadas em gestão de passivos do que em expansão, exceto aquelas com projetos significativos.

Fusões e Aquisições

Além das emissões de títulos, o Morgan Stanley também prevê um aumento nas atividades de fusões e aquisições. Fabio Medeiros, chefe de banco de investimento para o Brasil, destacou que empresas dos EUA, Europa e China estão em busca de “ativos troféu” que não estariam disponíveis em um ambiente menos volátil. O Brasil se destaca em setores como agronegócio e recursos naturais, além de áreas que requerem investimentos significativos, como saneamento.

Recentemente, o Morgan Stanley atuou como assessor em uma das maiores transações do ano, a venda de US$ 650 milhões em títulos pela Embraer, com vencimento em 2035. Os recursos serão utilizados para recomprar títulos com vencimento em 2027 e 2028. A Sabesp também se destacou ao captar US$ 500 milhões para expandir seus sistemas de água e esgoto, após 15 anos fora do mercado internacional.

Perspectivas do Mercado

Enquanto as emissões externas permanecem robustas, os mercados locais de dívida e ações enfrentam uma desaceleração. A emissão total de ações caiu 28% em relação ao ano anterior, e as vendas de títulos locais diminuíram quase 18%. No entanto, Alessandro Zema, do Morgan Stanley, observou um influxo significativo de fundos estrangeiros em ações brasileiras nos últimos meses, com entradas líquidas de US$ 506 milhões em maio e US$ 570 milhões em junho.

O otimismo persiste em relação ao futuro, com expectativas de que as vendas de ações se acelerem no segundo semestre. Marcello Lo Re, responsável pelos mercados de capitais de ações, acredita que as perspectivas até o final de 2025 são promissoras, embora a atenção esteja voltada para o desempenho do mercado americano nos próximos meses.

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