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Inflação na Argentina se mantém em 1,9% em julho, o menor nível desde 2020

Inflação mensal na Argentina sobe para 1,9% em julho, enquanto peso desvaloriza 12% em relação ao dólar, desafiando políticas de Milei

Inflação na Argentina fica abaixo de 2% pelo 3º mês em julho (Foto: Sarah Pabst/Bloomberg)
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  • A inflação na Argentina aumentou 1,9% em julho de 2025, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
  • Este é o terceiro mês consecutivo com inflação abaixo de 2%, o que não ocorria desde novembro de 2017.
  • A taxa anual de inflação caiu para 36,6%, o menor índice em quase cinco anos.
  • O peso argentino desvalorizou mais de 12% em relação ao dólar, o pior desempenho desde o início do governo de Javier Milei.
  • O governo enfrenta desafios, como a perda de poder aquisitivo da população e protestos contra medidas de austeridade.

A inflação na Argentina registrou um aumento mensal de 1,9% em julho de 2025, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Este é o terceiro mês consecutivo em que a inflação se mantém abaixo de 2%, um marco não alcançado desde novembro de 2017. A taxa anual de inflação caiu para 36,6%, o menor índice em quase cinco anos.

Os preços acumulados no ano atingiram 17,3%, com setores como recreação, transporte e restaurantes liderando os aumentos em julho. O peso argentino, no entanto, enfrentou uma desvalorização significativa, perdendo mais de 12% em relação ao dólar, o pior desempenho desde o início do governo de Javier Milei.

Reações do Governo

O presidente Milei e o ministro da Economia, Luis Caputo, comemoraram os dados. Milei elogiou Caputo, chamando-o de “o melhor ministro da Economia da história, de longe”. Caputo destacou que a inflação básica foi de 1,5%, a mais baixa desde janeiro de 2018, e que a inflação nas categorias sazonais e reguladas foi de 4,1% e 2,3%, respectivamente.

Apesar dos avanços, o governo enfrenta desafios, como a perda de poder aquisitivo da população e protestos contra medidas de austeridade. O ajuste fiscal rigoroso, que inclui cortes no setor público, resultou em um superávit fiscal pela primeira vez desde 2010, mas também trouxe consequências negativas, como a redução do consumo e do emprego.

Desafios Econômicos

As incertezas sobre a inflação de agosto são cruciais para o governo, especialmente com as eleições legislativas se aproximando. O desempenho econômico nos próximos meses será fundamental para a avaliação das políticas monetárias de Milei. Economistas projetam que a inflação termine 2025 em 27%, uma queda significativa em relação aos 117,8% do ano anterior.

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