Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Haddad aponta falta de interesse dos EUA em negociar tarifas e prevê queda no comércio

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alerta para nova queda no comércio Brasil-EUA devido a tarifas e críticas à postura americana nas negociações

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Wilton Junior/Estadão)
0:00
Carregando...
0:00
  • O comércio entre Brasil e Estados Unidos enfrenta novos desafios, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que a corrente de comércio bilateral deve cair ainda mais.
  • Haddad destacou que a relação comercial atual representa menos da metade do que era nos anos 1980 e que novas tarifas impostas pelos EUA podem agravar a situação.
  • O ministro criticou o cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, considerando a atitude como deselegante.
  • Ele também mencionou que as exigências dos EUA nas negociações são inconstitucionalmente impossíveis, interferindo em questões do Judiciário brasileiro.
  • O governo brasileiro está implementando um plano de contingência de R$ 30 bilhões para apoiar o setor produtivo afetado pelas tarifas.

O comércio entre Brasil e Estados Unidos enfrenta novos desafios, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertando que a corrente de comércio bilateral deve cair ainda mais. Durante um seminário em São Paulo, Haddad destacou que a relação comercial atual representa menos da metade do que era nos anos 1980 e que a imposição de novas tarifas pelos EUA a produtos brasileiros pode agravar essa situação.

Haddad afirmou que, “pelo andar dos acontecimentos, eu acredito que o comércio bilateral, infelizmente, vai cair ainda mais”. O ministro enfatizou que o Brasil já fez sua parte nas negociações para reverter o aumento das tarifas e que, para entender os próximos passos, é necessário consultar o governo norte-americano. Ele criticou o cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando que essa decisão partiu do lado americano.

Tensão nas Negociações

O ministro também comentou sobre a postura dos EUA nas negociações, considerando as exigências apresentadas como “inconstitucionalmente impossíveis”. Haddad destacou que a proposta dos EUA tenta interferir em questões do Judiciário brasileiro, o que considera inaceitável. Ele ressaltou que nunca tomaria a iniciativa de cancelar um compromisso com uma autoridade estrangeira, classificando tal atitude como “deselegância”.

Além disso, Haddad mencionou que o comércio bilateral atualmente representa apenas 12% das exportações brasileiras, em comparação a 25% na década de 1980. O governo brasileiro está implementando um plano de contingência de 30 bilhões de reais para apoiar o setor produtivo afetado pelas tarifas, que são consideradas extraordinárias e específicas para os problemas identificados.

Impactos Econômicos

O ministro expressou preocupação com a possibilidade de as tarifas se prolongarem por um período prolongado, mas acredita que essa situação não deve se concretizar. A atual taxa Selic, classificada como “ultra restritiva”, pode afetar o crescimento econômico do Brasil, refletindo a necessidade de um entendimento que respeite a soberania brasileira.

A expectativa é que, sem um diálogo efetivo, o comércio bilateral continue a declinar, impactando setores econômicos em ambos os lados. A situação atual reflete um cenário de crescente tensão nas relações comerciais entre os dois países, que já enfrentavam dificuldades antes da imposição das novas tarifas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais