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KKR oferece US$ 610 milhões pela sede da Nissan no Japão, afirmam fontes

A venda da sede da Nissan pode aliviar a dívida de US$ 5,6 bilhões e impulsionar a reestruturação da montadora em dificuldades financeiras

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A venda integra o plano de reestruturação da Nissan, que prevê corte de 20 mil postos de trabalho e fechamento de fábricas. (Foto: Akio Kon/Bloomberg)
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  • A KKR se tornou a principal licitante para a compra da sede global da Nissan, oferecendo ¥ 90 bilhões (aproximadamente US$ 610 milhões) pelo edifício em Yokohama, Japão.
  • O plano inclui arrendar o espaço de volta à montadora por um período de 10 anos.
  • A Nissan enfrenta dificuldades financeiras, com US$ 5,6 bilhões em dívidas vencendo no próximo ano e previsão de ¥ 180 bilhões em perdas operacionais entre abril e setembro.
  • A montadora está implementando um plano de reestruturação que envolve a demissão de 20.000 funcionários e a redução de suas unidades de fabricação de 17 para 10.
  • As ações da Nissan subiram 1,5% na bolsa de Tóquio após a notícia da venda de sua sede.

A KKR se destacou como a principal licitante para a aquisição da sede global da Nissan, oferecendo ¥ 90 bilhões (aproximadamente US$ 610 milhões) pelo edifício de 22 andares localizado em Yokohama, Japão. O plano inclui arrendar o espaço de volta à montadora por um período de 10 anos. As negociações estão em andamento, mas as partes podem optar por não seguir com o acordo.

A Nissan enfrenta um cenário financeiro desafiador, com uma linha de veículos envelhecida e US$ 5,6 bilhões em dívidas que vencem no próximo ano. A montadora também prevê ¥ 180 bilhões em perdas operacionais entre abril e setembro. Em resposta, a empresa está implementando um plano de reestruturação que envolve a demissão de 20.000 funcionários e a redução de suas unidades de fabricação de 17 para 10.

As ações da Nissan tiveram um aumento de 1,5% na bolsa de Tóquio após a notícia da venda de sua sede. A KKR, com sede em Nova York, tem ampliado suas operações no Japão, especialmente em investimentos imobiliários e de private equity. O copresidente executivo, Joseph Bae, destacou que o Japão é um dos mercados mais ativos para a empresa fora dos Estados Unidos.

A Nissan, que enfrenta crescente concorrência no setor de veículos elétricos, precisa restaurar sua lucratividade por meio de uma reestruturação abrangente. O analista da Bloomberg Intelligence, Tatsuo Yoshida, enfatizou a importância de otimizar a capacidade de produção e revitalizar operações na China.

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