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Indústria criativa da América Latina exige remuneração justa para produtores de IA

Coalizão latino-americana exige medidas urgentes para proteger direitos autorais diante do uso crescente de inteligência artificial generativa

Entidades da indústria criativa da América Latina lançam campanha pressionando por regulação de empresas de IA generativa e remuneração de produtores (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)
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  • Uma coalizão de 34 organizações da América Latina lançou a campanha “JusticIA” para proteger os direitos autorais na era da inteligência artificial generativa.
  • O evento ocorreu na manhã de terça-feira e contou com a participação da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que representa mais de oito mil gravadoras.
  • A campanha solicita que governos, legisladores e empresas de tecnologia adotem medidas para garantir a proteção dos criadores de conteúdo nas áreas de música, cinema e literatura.
  • Os representantes destacam que o uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais por desenvolvedores de inteligência artificial é uma ameaça ao setor criativo.
  • Entre as demandas estão obrigações de transparência para fornecedores de IA e a identificação clara de conteúdos gerados por IA nas plataformas de distribuição.

Uma coalizão de 34 organizações da América Latina lançou a campanha “JusticIA” para exigir proteção aos direitos autorais na era da inteligência artificial (IA) generativa. O evento ocorreu na manhã desta terça-feira e contou com a participação de entidades como a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que representa mais de 8 mil gravadoras.

A campanha visa convocar governos, legisladores e empresas de tecnologia a implementar medidas que garantam a proteção dos direitos dos criadores de conteúdo nas áreas de música, cinema e literatura. As organizações envolvidas reconhecem as oportunidades trazidas pela IA, mas alertam que seu uso não deve comprometer a criatividade e a remuneração dos artistas.

Os representantes da campanha destacam que o uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais por desenvolvedores de IA representa uma ameaça ao setor criativo. Adriana Restrepo, diretora regional da IFPI, enfatizou a necessidade de transparência no uso de conteúdos para o treinamento de modelos de IA. A falta de autorização e remuneração para os criadores é um problema crescente, com casos como o do New York Times, que processou a OpenAI por uso indevido de seu conteúdo.

Demandas da Campanha

A coalizão pede a criação de salvaguardas que assegurem a proteção dos direitos dos criadores. Entre as demandas estão:

  • Obrigações de transparência para fornecedores de IA, que devem manter registros dos materiais utilizados.
  • Identificação clara de conteúdos gerados por IA nas plataformas de distribuição, evitando enganos ao consumidor.

Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil, ressaltou a importância de uma regulação específica para a IA, afirmando que a preservação dos direitos autorais é vital para a indústria cultural. A campanha “JusticIA” representa uma mobilização significativa da indústria criativa latino-americana em busca de um futuro mais justo e transparente na era digital.

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