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Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil altera finanças de diversas classes sociais

Governo propõe isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, mas mudanças afetam principalmente os mais ricos

Conta do IR será maior para 0,2% dos brasileiros (Foto: Criação O Globo)
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  • O governo brasileiro apresentou um projeto de lei para ampliar a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.
  • A isenção atual é para rendimentos de até R$ 3.036.
  • A proposta inclui novas alíquotas progressivas, visando aumentar a tributação dos mais ricos, afetando cerca de 200 mil pessoas.
  • Profissionais liberais com rendimentos acima de R$ 50 mil terão uma alíquota mínima de 10%, caso a alíquota efetiva seja inferior.
  • A proposta ainda pode sofrer alterações na Câmara dos Deputados, onde alguns parlamentares já se mobilizam para modificar as medidas.

O governo brasileiro apresentou um projeto de lei que visa ampliar a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Atualmente, a isenção é válida para rendimentos de até R$ 3.036. A proposta, que está em discussão na Câmara, também introduz novas alíquotas progressivas, visando aumentar a tributação dos mais ricos.

As mudanças propostas têm como foco principal o grupo de 0,2% da população, que representa cerca de 200 mil pessoas com maior renda. Para a maioria dos brasileiros, especialmente aqueles de classe média alta, as alterações não trarão impactos significativos. O economista Guilherme Klein Martins, da Universidade de Leeds, destaca que as alíquotas efetivas para os 5% mais ricos já estão próximas de 10%.

Detalhes das Novas Alíquotas

A proposta inclui uma tabela específica para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil. Esses contribuintes pagarão menos IRPF do que atualmente, com deduções automáticas para evitar que quem ganha pouco acima do limite da isenção tenha um salário líquido reduzido. Para profissionais liberais com rendimentos superiores a R$ 50 mil, a alíquota mínima de 10% será aplicada apenas se a alíquota efetiva for inferior a esse percentual.

Os dados mostram que o grupo de 0,1% mais rico, com rendimento médio de R$ 392 mil mensais, paga atualmente uma alíquota efetiva de 7,4%. Com as novas regras, essa taxa mínima de 10% será imposta, aumentando a carga tributária sobre os super-ricos.

Implicações Fiscais

As medidas de compensação do projeto visam equilibrar a carga tributária, mas a desidratação das propostas pode resultar em um aumento da desigualdade de renda. Klein alerta que, se as compensações forem reduzidas, a desigualdade poderá se acentuar, criando um rombo fiscal.

Os trabalhadores com carteira assinada que recebem até R$ 5 mil ficarão isentos do IRPF, enquanto aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil terão uma tributação progressiva. A proposta ainda está sujeita a alterações na Câmara, onde alguns parlamentares já se mobilizam para modificar as medidas.

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