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Fintechs movimentam R$ 94 bilhões em atividades criminosas no Brasil

A Polícia Federal investiga instituições de pagamento que movimentaram R$ 94 bilhões e hackers que furtaram R$ 1,8 bilhão em ataques.

Polícia Federal realiza operação na Faria Lima, centro financeiro do País (Foto: Reprodução)
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  • Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigaram sete instituições de pagamento que movimentaram R$ 94 bilhões, com indícios de operações ligadas ao crime organizado.
  • Durante esse período, hackers furtaram R$ 1,8 bilhão em ataques a bancos e fintechs, levando o Banco Central a implementar novas regras de segurança.
  • O Banco Central estabeleceu um limite de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED em instituições não autorizadas e exigiu autorização prévia para novas operações.
  • A Operação Concierge, deflagrada em 28 de agosto de 2024, resultou em prisões e revelou o uso de contas-bolsão por organizações criminosas.
  • A Operação Tai Pan, em novembro de 2024, expôs um esquema de evasão de divisas que movimentou R$ 119 bilhões, ligando algumas fintechs ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigaram sete instituições de pagamento que movimentaram R$ 94 bilhões, com indícios de operações atípicas ligadas ao crime organizado. Durante esse período, hackers furtaram R$ 1,8 bilhão em ataques a bancos e fintechs, levando o Banco Central a adotar novas regras de segurança.

As investigações revelaram que os criminosos exploraram vulnerabilidades em sistemas de tecnologia, subornando funcionários para obter acesso a senhas. O Banco Central anunciou um limite de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED em instituições não autorizadas, além de exigir autorização prévia para novas operações. O advogado Daniel Bialski, que representa uma das vítimas, criticou a demora do Banco Central em agir.

Entre os ataques mais significativos, destaca-se o ocorrido em 30 de junho, quando R$ 479 milhões foram desviados do banco BMP. Os criminosos utilizaram uma fornecedora de infraestrutura bancária para movimentar os recursos, que foram convertidos em criptoativos, dificultando o rastreamento. O Banco Central conseguiu bloquear R$ 589 milhões de um total de R$ 710 milhões desviados em um ataque à Sinqia, outra prestadora de serviços.

Operações Policiais

As operações da PF, como a Concierge e a Tai Pan, desmantelaram esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo fintechs. A Operação Concierge, deflagrada em 28 de agosto de 2024, resultou em prisões e apreensões, revelando o uso de contas-bolsão por organizações criminosas. Essas contas permitiram movimentações financeiras sem a devida fiscalização.

A Operação Tai Pan, em novembro de 2024, expôs um esquema de evasão de divisas que movimentou R$ 119 bilhões. As investigações também apontaram para a ligação de algumas fintechs com o Primeiro Comando da Capital (PCC), evidenciando a bancarização do crime organizado. A PF elogiou as novas medidas do Banco Central, mas ressaltou que ainda é necessário um controle mais rigoroso sobre os criptoativos e as operações financeiras das fintechs.

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