- O governo da Argentina apresentou o projeto de lei do Orçamento para 2026 ao Congresso no dia 15 de setembro de 2025.
- A proposta prevê um superávit fiscal primário de 1,5% do PIB, crescimento econômico de 5% e inflação de 10,1%.
- O presidente Javier Milei afirmou que o equilíbrio fiscal é um princípio “inegociável” de sua gestão.
- O orçamento destina 85% dos recursos a áreas essenciais como educação, saúde e previdência, apesar de vetos a aumentos de verbas em algumas áreas.
- A balança comercial deve apresentar um déficit de US$ 5,751 bilhões, enquanto a inflação projetada está abaixo das previsões de consultores privados.
O governo de Javier Milei apresentou nesta segunda-feira, 15, ao Congresso o projeto de lei do Orçamento para 2026, que visa manter o ajuste fiscal na Argentina. A proposta prevê um superávit fiscal primário de 1,5% do PIB, crescimento econômico de 5% e inflação de 10,1%. Durante o anúncio, Milei destacou que o equilíbrio fiscal é um princípio “inegociável” de sua gestão.
O presidente argentino não detalhou as metas específicas para o superávit ou para a inflação, mas afirmou que os anos mais difíceis de seu governo já passaram. “O pior já passou”, declarou Milei, em meio a um cenário de instabilidade política após a derrota nas eleições legislativas na província de Buenos Aires. Ele enfatizou que o projeto obedece a uma “regra fiscal inquebrável”, prevendo um superávit ou, no pior cenário, um equilíbrio fiscal ao final do ano.
O orçamento também prevê que 85% dos recursos serão destinados a áreas essenciais como educação, saúde e previdência. No entanto, nos últimos meses, o presidente vetou aumentos de verbas para universidades e assistência médica, alegando que isso comprometeria sua meta de “déficit zero”. As despesas da administração pública devem crescer 20,6%, enquanto os recursos aumentarão 20,8%.
Projeções Econômicas
O projeto de orçamento estima um crescimento do PIB de 5% para 2026, abaixo da expectativa de 5,4% para 2025. Economistas consultados pelo Banco Central projetam um crescimento de apenas 3,2%. A balança comercial deve apresentar um déficit de US$ 5,751 bilhões, superando o saldo negativo de US$ 2,447 bilhões em 2025.
A inflação projetada de 10,1% para 2026 está alinhada com o acordo do governo com o FMI, embora abaixo das previsões de consultores privados, que estimam uma taxa de 17,7%. A taxa de câmbio prevista é de 1,423 pesos por dólar até o final de 2026, inferior à cotação atual, que fechou em 1,465 pesos.
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