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BBVA deve ficar abaixo de 30% com oferta atual, afirma Josep Oliu

Josep Oliu reafirma a independência do Banco Sabadell e descarta fusão após OPA do BBVA, que considera insuficiente e não competitiva

Josep Oliu, presidente do Banc Sabadell, posando na sede corporativa do banco (Foto: Reprodução)
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  • O presidente do Banco Sabadell, Josep Oliu, acredita que a oferta pública de aquisição (OPA) do BBVA não atingirá 50% de aceitação dos acionistas.
  • Oliu considera a proposta atual insuficiente e reafirma a intenção do banco de permanecer independente.
  • Ele estima que a aceitação da OPA não deve ultrapassar 30%, pois os acionistas valorizam o projeto do Sabadell.
  • O presidente do BBVA, Carlos Torres, mantém uma relação cordial com Oliu, mas a proposta é vista como não competitiva, com uma prima negativa de 10% sobre o valor de mercado.
  • Oliu também comentou sobre a importância de um banco que entenda as realidades regionais, afirmando que a OPA não é apenas uma questão financeira.

Josep Oliu, presidente do Banco Sabadell há mais de 25 anos, manifestou confiança de que a oferta pública de aquisição (OPA) do BBVA não atingirá 50% de aceitação entre os acionistas. Oliu considera a proposta atual insuficiente e reafirma a intenção do banco de permanecer independente.

Em entrevista, Oliu destacou que a OPA, que já se arrasta por 16 meses, não deve alcançar nem mesmo 30% de aceitação. Ele acredita que a maioria dos acionistas valorizará mais o projeto do Sabadell como uma entidade independente, focada nas necessidades regionais. O presidente do BBVA, Carlos Torres, mantém uma relação cordial com Oliu, mas este acredita que a proposta não é competitiva, pois oferece uma prima negativa de 10% sobre o valor de mercado.

Oliu também comentou sobre a importância de um banco que compreenda a realidade regional de cada país, em vez de se concentrar apenas em grandes fusões. Ele afirmou que a OPA do BBVA não é uma questão meramente financeira, mas envolve a qualidade do projeto bancário. O presidente do Sabadell enfatizou que, se a OPA não for bem-sucedida, o banco seguirá seu caminho sem considerar uma fusão imediata com outra instituição.

O cenário político em Catalunha também foi abordado, com Oliu afirmando que a decisão de retornar a sede social a Barcelona não foi motivada por questões políticas, mas por uma mudança nas condições financeiras. Ele se mostrou otimista em relação ao futuro do Sabadell, independentemente do desfecho da OPA, e afirmou que a resistência à proposta do BBVA não tornaria a instituição mais vulnerável a novas tentativas de aquisição.

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